Termografia Médica

Imaginologia Infravermelha

 

Imagiamento infravermelho (IR) ou diagnóstico por imagem infravermelha é a produção de imagens digitais pela captação de raios infravermelhos emitidos pelo corpo.
É um meio de diagnóstico, sem contato, indolor e sem contraste, que permite avaliar a atividade microcirculatória cutânea pelo mapeamento da distribuição da temperatura superficial da pele.


Dentro das ciências biológicas, o imagiamento infravermelho não é somente a mensuração de calor. Muito mais do que isso, envolve o estudo do comportamento térmico dos seres vivos, denominado de Termologia Clínica.

A Termologia Clínica estuda tanto a relação entre produção de calor e as funções orgânicas, processos ou atividades vitais bem como investiga a natureza térmica das modificações estruturais e/ou funcionais produzidas por doenças no organismo. É uma ciência que engloba também o estudo dos efeitos da energia térmica sobre o corpo humano. Está, portanto relacionada tanto com diagnóstico quanto tratamento de doenças pela energia térmica.

 

Desde o período de Hipócrates, a temperatura corporal tem sido utilizada como indicador de doença. A produção de calor ou termogênese é um processo fundamental para a vida. Ela representa o efeito combinado do metabolismo de nutrientes, fluxo sangüíneo e gasto energético.

 

 

 

Pequenas mudanças termogênicas em tecidos específicos podem refletir doenças, alterações genotípicas ou mudanças da função fisiológica. Estas alterações são capazes de ser regularizadas por medicações e tratamentos não-medicamentosos. A mensuração desta propriedade intrínseca da vida pode fornecer conhecimentos para o diagnóstico e tratamento de diversas doenças em seus estágios mais precoces.

Dentro da subdivisão da Termologia Clínica, mais precisamente no campo diagnóstico, se encontra a Radiologia Infravermelha, estudo por meio de imagens infravermelhas da fisiopatologia térmica humana.

A termografia, também denominada teletermografia, termometria cutânea (por imagem) infravermelha, teletermometria infravermelha, imagem térmica digital, imagiamento infravermelho ou simplesmente exame INFRARED (IR). É o método diagnóstico por imagem que capta e registra a emissão de calor da superfície do corpo humano, um processo dinâmico que pode ser alterado em diversos estados patológicos.

Diferente dos antigos aparelhos de teletermografia de baixa velocidade de escaneamento de imagem e que carecem de nitrogênio líquido para sensibilizar seus criostatos, a imagem infravermelha de alta resolução é um novo conceito em mensuração da termogênese em sistemas biológicos. Utilizando a última tecnologia em sensores infravermelhos, originalmente desenvolvidos para permitir às Forças Aéreas da Coalizão visão noturna, assim como ataques de altíssima precisão com armas inteligentes guiadas pelo calor, em operações especiais dos EUA contra o Iraque, cientistas agora podem visualizar mudanças termogênicas em tempo real, estimar intraoperatoriamente o fluxo coronariano durante operações de revascularização do miocárdio e detectar câncer em fases mais precoces, isto é, salvar vidas.

 

Termometria infravermelha – Medida de um parâmetro do estado térmico do corpo, que é a temperatura. Habitualmente de forma pontual.

Termografia infravermelha (INFRARED) – Registro da temperatura ou da distribuição térmica obtido pela radiação infravermelha emitida pela superfície do corpo, que pode ser entre 0,8 µm a 1 mm. Comumente representada por meio de uma imagem (termograma) da distribuição de temperatura da superfície de um corpo.

Termologista, Termografista, Imaginologista (radiologista) infravermelho – Profissional que pratica a técnica e interpretação da termografia infravermelha. Conceitualmente é mais apropriado conceber de que o termologista é o que estuda e interpreta e o termografista é o técnico que capta as imagens.

TermogramaÉ a representação gráfica da imagem infravermelha obtida. Pode ser monocromática ou multicolorida, contínua ou em degrades. Cada cor representa um intervalo de temperatura, representado ao lado do termograma por uma palete de cor graduada.

Por este motivo, o imagiamento infravermelho pode ser utilizado como parte integrante do exame físico ou, alternativamente, como um método complementar a avaliação clínica, como um estudo radiológico.O imagiamento infravermelho detecta mínimas mudanças da emissão de calor dos tecidos, não só da pele como também de órgãos. Esta emissão térmica é um processo dinâmico que pode estar alterada em uma variedade de enfermidades.

Um número significativo de programas patrocinados por governos iniciou-se na Europa, Japão e EUA e até mesmo no Brasil. Os avanços na evolução tecnológica de sensores infravermelhos, processamento de imagem e algoritmos inteligentes e sua integração permitiram novos métodos de pesquisa e protocolos diagnósticos na imaginologia infravermelha médica, preenchendo a insuficiência da antiga termografia.

Recentemente, há diversos métodos de imagiamento infravermelho. São eles:

  • estático,
  • dinâmico (subtração de imagem),
  • multiespectral e hiperespectral,
  • mapeamento de textura térmica,
  • multimodal,
  • fusão de sensores,
  • imagiamento infravermelho tridimensional etc.

Eles estão sendo utilizados em uma variedade de aplicações: oncologia (mama, pele, tireóide etc.), neurologia (dor, neuropatias), distúrbios vasculares (diabetes, trombose venosa profunda), reumatologia (artrite, fibromialgia, tendinopatias), cirurgia, viabilidade tissular (queimaduras, transplantes, enxertos, etc.), distúrbios dermatológicos, monitoramento da eficácia de medicamentos, medicina esportiva e do trabalho.

Especialistas com muitos anos de experiência no uso desta modalidade têm contribuído com diversos estudos em universidades, pesquisas governamentais e setor clínico. Observa-se nestas publicações científicas a utilização do método, tanto a nível experimental, em laboratórios, quanto já em estudos clínicos em grandes grupos populacionais.

O método infravermelho tem grande potencial de se tornar exame rotineiro na classe médica, uma vez entendido seu papel nas diversas áreas da saúde. Porém, deve ficar bem  claro, como todo procedimento médico diagnóstico, muito mais do que operar equipamentos de alta tecnologia, exigem conhecimento e habilidades para o cumprimento de normas técnicas mínimas para sua correta utilização e diagnóstico, isto é, treinamento adequado em longo prazo.

O imagiamento infravermelho não é apenas tirar fotografias térmicas, mas sim poder interpretá-las de forma adequada, como um exame de imagem radiológico.

O especialista termologista deve ter conhecimento em diversas áreas, dentre elas:

  • Física do infravermelho
  • Familiaridade com os instrumentos de investigação (equipamentos)
  • Conhecimento em anatomia e fisiologia térmica da estrutura que vai ser avaliada

 

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