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Discussões sobre a dor.

Evento interdisciplinar apresenta discussões sobre a dor. (23/11/09)


Quem é que nunca sentiu dor? Estudos apontam que cerca de 30% da população mundial sofre de algum tipo de dor crônica, ou seja, dor contínua, por mais de três meses. Atentos à necessidade de ampliar o debate sobre o tema, estudantes do terceiro período do curso de Enfermagem das Faculdades Integradas do Brasil organizaram o Ciclo de Palestras Conhecendo e avaliando a dor, no sábado, dia 28 de novembro.

A atividade foi coordenada pela professora Janaina Vall, professora da disciplina Didática Aplicada à Enfermagem, que ministra ao terceiro período. Desta forma, o evento buscou inserir os futuros enfermeiros na realização de ações educativas na comunidade. Para tratar do tema, foram convidados especialistas que dedicam suas pesquisas ao fenômeno doloroso.
A fisioterapeuta Rachel Camargo, especialista em Reeducação Postural Global e mestranda em Tecnologia em Saúde, falou sobre  a fisiopatologia da dor. Ela destacou como ocorre a dor, desde sua percepção até a interpretação no sistema nervoso central. Segundo ela, esta etapa é importante para que se avalie a dor e assim, se possa realizar o tratamento adequado.

Rachel Camargo

“A dor é um fenômeno complexo em que está relacionada a várias situações, vários sintomas”, ressalta. Para ela, não há como o profissional de saúde trabalhar isoladamente na resolução do problema, é preciso integração das diversas áreas, afinal, a dor é a queixa mais freqüente na prática clínica.

A professora Janaina Vall, que é mestre em Enfermagem, doutoranda em Ciências Médicas e coordenadora da Liga da Dor de Curitiba, abordou o tema Avaliação da dor. Ela pesquisa o fenômeno há mais de sete anos, desde que passou a atender lesados medulares que se queixavam de dor. “O mais importante é não se tratar a dor sem avaliar a causa. Falamos que não devemos avaliar a dor, mas o paciente”, explica.

Professora Janaina Vall

Ela destaca que a pessoa deixa de ser ela mesma quando sente dor, perde a personalidade. Por isso a necessidade de atentar mais ao fenômeno que é um dos sinais mais evidentes de que há algo errado com o paciente. Apesar da importância, Janaina comenta que o assunto ainda é muito negligenciado. Para ela, é preciso trabalhar em equipe e entender mais o contexto, o que pressupõe mais pesquisas e mais envolvimento dos profissionais na busca de conhecimento.

O médico Marcos Brioschi, que é pós-doutor pelo Hospital de Clínicas de São Paulo, vice-presidente da Sociedade Paranaense para o Estudo da Dor (Spred), e atua no Centro de Dor do Hospital 9 de Julho em SP e no Hospital da Cruz Vermelha do Paraná, explanou sobre Tratamento da Dor. Brioschi é um dos pioneiros em termografia infravermelha, exame utilizado para verificar as regiões em que o paciente sente dor.

Marcos Brioschi

Segundo ele, é preciso interdisciplinaridade na avaliação e no tratamento da dor. “Não se pode ficar focado na medicação para tratamento de pacientes com dor. É preciso cooperação de diversos profissionais”, destaca. Afinal, a dor crônica afeta as atividades diárias, o trabalho, o lazer a e a vida familiar da pessoa.

Para Brioschi, é a união de conhecimentos que restabelece a saúde do paciente. Neste caso, o papel do médico é fundamental. “O médico tem que saber trabalhar em equipe, conhecer mais o trabalho do fisioterapeuta e do enfermeiro em relação à dor. Somente o médico não resolverá tudo”, comenta.

Ele conta que a dor lombar é a maior queixa dos pacientes, em virtude da própria atividade humana e do envelhecimento. A segunda dor que mais atinge a população é a dor de cabeça, seguida da fibromialgia (dor crônica em todo o corpo, fortemente relacionada ao estresse) e as lesões por esforço repetitivo.

Brioschi comenta que entre os pontos positivos no tratamento da dor estão mais opções cirúrgicas, a criação de medicamentos sem efeitos colaterais, exames como a termografia que possibilita “mapear” a dor por meio da alteração de calor, e terapias complementares que ajudam no combate à dor.

 

Difusão de saberes

A professora Janaina espera que o Ciclo de Palestras abra caminho para novos eventos. “Neste ciclo tramos da dor de uma forma geral, quem sabe em próximos podemos focar na dor voltada às mulheres, ou a uma doença específica. O importante é continuar com ações como esta”, comenta.

A acadêmica Elimara Gregorio, que atuou na organização do evento, destaca que a dor é pouco explorada pelos profissionais de saúde. Ela lembra que recentemente (há dez anos em Portugal e há cinco no Brasil) a dor foi incluída como o quinto sinal vital (antecedida pela temperatura, pressão arterial, respiração e freqüência cardíaca) nos procedimentos hospitalares.

Assim, para difundir o tema, foram convidados profissionais e estudantes da área de saúde de todas as instituições de Curitiba. “Com mais conhecimento, o profissional poderá auxiliar a equipe”, destaca.

Vale lembrar que a taxa de inscrição foi a doação de um brinquedo, que será doado às crianças da Associação Cristã de Assistência Social (Acridas).

Veja mais fotos do evento neste link.

(Fonte: UniBrasil – Fotos: Criselli Montipó).

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