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Medo da Mamografia?

A necessidade da realização da mamografia anual de rotina para detecção de câncer é um procedimento preocupante para a maioria das mulheres a partir dos 50 anos de idade.

Segundo estudo conduzido pela Duke University Medical Center, 93% das mulheres acima de 50 anos relatam dor durante o exame de mamografia devido à compressão necessária das mamas. A dor é um fator determinante se a mulher continuará a participar ou não dos futuros programas de rastreamento.

Além do desconforto relacionado à dor cerca de 80% das mulheres nessa idade relutam quanto à realização do exame por terem dúvida quanto à importância deste rastreamento. Contudo isto, pode retardar o diagnóstico precoce de câncer e piorar o prognóstico para muitas mulheres. Quanto mais cedo o câncer é detectado, melhores são as chances para tratamentos menos agressivos e a sobrevida.

Recentemente a maioria das clínicas de imagem aderiu à nova tecnologia da mamografia digital, mas embora a imagem seja mais sensível para diagnóstico, o procedimento utiliza raios X nas mamas para detectar e avaliar mudanças que podem estar relacionadas ao câncer, porém ainda é um método incômodo.

Como medida de incentivar estas mulheres a procurar cuidado adequado da saúde das mamas outra nova tecnologia tem tomado corpo nos EUA, é “a imagem por termografia infravermelha de alta resolução” ou termomamografia digital que oferece uma opção não-invasiva de screening de risco de câncer sem dor e sem radiação ionizante, isto é, totalmente segura.

A Dra. Nicole Shertell, que realiza termografia digital na Whole Life Health Care em Newington (New Hampshire, EUA), conta que enquanto a mamografia avalia a densidade, a termografia analisa o aumento de novos vasos sanguíneos no tecido mamário.

“As células cancerosas criam uma situação em que há um aumento do crescimento de vasos sanguíneos, conhecido como neoangiogênese“, complementa a médica.

Ao contrário da mamografia tradicional, um procedimento de 20 minutos em que a mama é comprimida entre duas placas do equipamento de raio-X, o procedimento de termografia digital é realizado sem nenhum contato.

Shertell descreve que o procedimento é realizado em uma sala climatizada e com luz controlada onde são tomadas diferentes imagens das mamas por uma câmera térmica infravermelha ultra-sensível. As imagens são analisadas por um médico especialista em imagens térmicas infravermelhas e Termologia Clínica que lê os resultados.

“O retorno é bom. As mulheres gostam da idéia de fazerem o screening sem a compressão e radiação das mamas”, diz Shertell.

Com a discussão emergente se mulheres entre 40 e 49 anos deveria realmente fazer mamografia, a termografia segundo Shertell oferece uma segunda opção viável.

O auto-exame da mama é muito pouco eficaz para detectar o câncer e as mamografias de rotina só devem ser feitas pelas mulheres a partir dos 50 anos a cada dois anos até que completem 75.

“Eu realmente sinto que esta é a solução que vem no momento certo para este debate agora“ comenta Shertell.

Segundo U.S. Preventative Services Task Force as mulheres não precisam realizar mamografias até atingir os 50 anos de idade, embora muitos pacientes, doutores e organizações da saúde têm dito que vão manter as velhas diretrizes. Os planos de saúde também estarão cobrindo as mamografias para mulheres abaixo dos 50 anos.

Este grupo americano defende que estes exames precoces levam muitas vezes a falsos alarmes e a biópsias desnecessárias, que pouco ou nada contribuem para aumentar a sobrevivência das mulheres. “Os benefícios são pequenos e os danos maiores quando os testes são feitos a partir dos 40 anos”, defende Diana Petitti, vice-presidente do painel de peritos. Já o auto-exame da mama, feito pelas mulheres mensalmente para detectar alterações suspeitas da mama, não tem qualquer valor, defende.

As orientações são para a população em geral. Não vale para as mulheres com alto risco de câncer de mama devido ao histórico familiar ou mutações genéticas (BRCA-1 e BRCA-2 positivo, p.ex.) que justifiquem ter mamografias mais cedo ou mais vezes.

Além do procedimento de imagem térmica ser indolor, Shertell diz que também pode ser mais preciso em mulheres no grupo de idade mais novo, que têm o tecido mamário mais denso e conseqüentemente mais difícil de ser analisado pela mamografia.

Há mais de 30 anos que vem se estudando esta tecnologia. A termografia sempre foi subestimada com o avanço dos estudos de mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética, mas hoje tem seu espaço por se tratar do único exame funcional da mama. Isto é, enquanto os outros analisam alterações anatômicas já estabelecidas a termografia infravermelha ultra-sensível estuda as alterações metabólicas e vasculares que surgem muito antes do tumor se instalar. Estudos tem se concentrado na angiogênese e no comportamento metabólico destes tumores e a termografia é o meio bastante utilizado na investigação de novas drogas antineoplásicas e quimiopreventivas.

Segudo Dr Marcos Brioschi, a tecnologia já é disponível em diversas capitais do Brasil, e realizada por médicos em São Paulo, Curitiba, Campinas, Belém, Goiânia, Cuiabá, Belo Horizonte, Manaus, Porto Alegre, Fortaleza, Natal, Anápolis e Camaquã.

Entretanto, segundo Janice Anderson, proprietária da Massachusetts-based InsideOut Wholistic Wellness and Thermography “Não confunda maçãs com laranjas, nenhum é mutuamente exclusivo”.

A Dra. Shertell conta que quando a termografia determina quem tem médio ou alto risco de câncer de mama, ela sempre refere estes seus pacientes para realizarem mamografia. Isto é, a investigação deve ser continuada nos casos suspeitos. Pois, somente com a informação do exame anatômico é possível realizar biópsia e realmente confirmar a presença de câncer quando for o caso.

Logicamente a termografia, como a mamografia, é mais freqüentemente utilizada em pacientes que não estão apresentando nenhum sintoma de câncer de mama, isto é, assintomáticos.

Beth Beaudin, gerente de operações da Women’s Life Imaging em Somersworth, diz que sua clínica utiliza também a tecnologia do ultrasom conjuntamente com a mamografia nos casos onde os sintomas, tais como nódulos mamários, são encontrados.

Nesse caso, a ultrassonografia, que usa ondas de som para construir imagens, faz parte de uma avaliação completa que pode incluir a biópsia para determinar se o nódulo é canceroso ou não.

Algumas clínicas utilizam também imagem por ressonância magnética como método diagnóstico, embora estudos têm mostrado pouco valor quando precede de uma termografia negativa. Devido sua alta resolução anatômica de imagem, apresenta alterações que muitas vezes não são patológicas, mas que quando associadas com alterações termográficas metabólicas correspondentes obtém maior valor diagnóstico.

A termografia infravermelha é uma opção muito interessante para serem recomendadas pelos médicos a mulheres de todas as idades e estimular a se tornem mais precavidas e pró-ativas quanto à saúde de suas mamas, especialmente as que têm medo de realizar mamografias.

Mesmo com a tecnologia emergente do infravermelho, a mamografia segundo Beaudin é ainda “o padrão ouro” para o rastreamento precoce do câncer de mama, portanto necessária indicação nos casos de termografia de médio e alto risco.

Ela alertou também que cada mulher tem sua própria conjuntura clínica, e que deve consultar seu médico para encontrar qual das opções diagnósticas é a melhor para seguir no seu caso.

Termografia infravermelha grau TH-4 em mama direita, isto é alto risco de câncer de mama (imagem de fusão visual e térmica).

Referência: Citizen.com

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