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Enxaqueca, dor de cabeça ao acordar, dor no pescoço, dor nos ombros. Muita gente padece com esses problemas ao longo dos anos e não acha uma explicação em exames tradicionais! Você sabia que a causa da dor pode ser identificada por meio do calor emitido pelo corpo?
A termografia é um exame de imagem não invasivo que diagnostica a causa de dores como essas, que podem possuir sua causa no estresse muscular ou mesmo emocional e até por funcionamento inadequado do sistema mastigatório. O problema, como uma “bola de neve”, vai aumentando com o tempo, podendo criar raízes emocionais que levam à depressão! O problema, muitas vezes, pode ser resolvido de forma simples, dependendo unicamente do correto diagnóstico.
FIGURA 1. A termografia permite a identificação da causa da dor pelo registro das alterações térmicas da face.
O bruxismo (ranger de dentes) ou o imbricamento dentário (apertamento) levam ao estresse da musculatura envolvida (são horas seguidas de funcionamento muscular anormal!) que pode resultar numa fadiga muscular ou mesmo num processo inflamatório. A fadiga provoca dor de cansaço muscular e dor em queimação. Um dos principais músculos envolvidos é o masseter, e a dor costuma se localizar na região das têmporas. Isto sem contar com o desgaste dentário que pode ocorrer! No caso de processo inflamatório as dores são piores e o inchaço, inerente à inflamação, pode pressionar um conhecido nervo que fica na região, o trigêmeo, causando a neuralgia do trigêmeo.
A dor é intensa e difusa! O diagnóstico correto é fundamental, pois há casos de extração de todos os dentes devido às dores, sendo que o problema poderia ser resolvido de maneira muito mais simples e correta. Placas de relaxamento muscular, por exemplo, são capazes de solucionar os principais distúrbios causados pelas disfunções do sistema mastigatório. O problema do ronco e o quadro de apnéia obstrutiva do sono (paralisações na respiração por obstrução da passagem de ar) também podem ser resolvidos! Esses distúrbios do sono possuem conseqüências trágicas que vão desde a separação do casal ao risco de morte súbita! Quer dor de cabeça maior do que anos mal dormidos devido ao barulho do(a) companheiro(a) ou anos de sono (se é que pode ser assim chamado) que não se descansam?
O problema é sério e não se esqueça: o ronco incomoda, a apnéia pode matar! Esses problemas, corretamente diagnosticados, também podem possuir simples soluções. Os dispositivos intraorais, por exemplo,  são pequenos aparelhos usados na hora de dormir que resolvem a maioria dos casos (cerca de 90%). Eles podem trazer de volta um prazer a muito tempo perdido: o de dormir bem!
FIGURA 2. Termografia mostrando congestão periocular devido distúrbio do sono.
A avaliação termográfica para esses problemas é razoavelmente recente e talvez por isso não seja tão conhecida. Em contato com profissionais familiarizados com esses problemas, é possível reconquistar prazeres fundamentais ao bem estar, muitas vezes a tempo perdidos!
Referências bibliográficas
1.Haddad DS, Brioschi ML, Arita ES. Thermographic and clinical correlation of myofascial trigger points in the masticatory muscles. Dentomaxillofac Radiol. 2012; 41(8):621-9.
2.Brioschi ML, Okimoto ML, Vargas JV. The utilization of infrared imaging for occupational disease study in industrial work. Work. 2012; 41 Suppl 1:503-9.
3.de Almeida DB, Cunali PA, Santos HL, Brioschi M, Prandini M. Chronic paroxysmal hemicrania in early childhood: case report. Cephalalgia. 2004; 24(7):608-9.
4.Zaproudina N et al. Nitroglycerin-induced changes in facial skin temperature: ‘cold nose’ as a predictor of headache? Clin Physiol Funct Imaging. 2013 Apr 19.
5.University of South Alabama Headache Center. Images from headache: thermography redux. Headache. 2005 45(7):947.
6.Parrinello G et al. Effect of subcutaneous sumatriptan on head temperature in migraines. Drugs Exp Clin Res. 1998; 24(4):197-205.

7.Ford RG, Ford KT. Thermography in the diagnosis of headache. Semin Neurol. 1997;17(4):343-9.

AVISO IMPORTANTE:
O conteúdo deste site é de caráter educativo e não deve ser considerado consulta médica, provável diagnóstico ou tratamento recomendado. Todas as imagens com pacientes e terceiros têm sua autorização escrita.
Site educativo do Dr. Marcos Brioschi, médico, medicina diagnóstica. Termografia para diagnóstico da dor, risco de lesão esportiva, atividade metabólica, risco cardiovascular, avaliação metabólica da mama

© 2007-2017 Canal InfraRedMed – Dr. Marcos Brioschi. Todos os direitos reservados.

Você já teve dor lancinante na face que deu vontade de apertar para fazer parar? Ou talvez achou que era dor de dente, mas descobriu que não tinha nada errado com os dentes após um tratamento longo e desnecessário? Pois é, essa dor pode ser um sintoma da neuralgia do trigêmeo.

A neuralgia do trigêmeo (NT) é uma dor neuropática que acomete o(s) ramo(s) do nervo trigêmeo, e é uma das dores mais severa conhecida. Esta dor pode ser acompanhada de leves espasmos faciais, o tic, eis o nome tic doloroso.

A termografia é um método de avaliação da dor de cabeça e da face. A neuralgia do trigêmio apresenta fenômenos neurovegetativos que se apresentam bem característicos na imagem termográfica auxiliando ao médico na identificação correta da doença e no diagnóstico diferencial com outras enfermidades.

Às vezes, a dor pode ser engatilhada por simples atividades cotidianas como lavar o rosto, escovar os dentes ou alimentar-se. Isso gera um prejuízo enorme na qualidade de vida do indivíduo levando-o ao emagrecimento, desidratação, depressão e até mesmo ao suicídio.

Ocorre às vezes dela ser confundida com cefaléia em salvas (cluster) ou dor consequente a afecções odontológicas, podendo o paciente ser submetido a tratamentos desnecessários que atrasam o diagnóstico correto.

Incidência

A NT é mais frequente em pessoas com mais de 50 anos e incide mais em mulheres do que em homens. No entanto, também existem relatos de casos pediátricos, indicando uma larga faixa etária para o início da doença. Há alguma evidência que é hereditária, porém, não porque a NT passa de pai para filho, mas, sim, provavelmente devido à genética da formação dos vasos sanguíneos.

Definição da Neuralgia do Trigêmeo

A IASP (International Association for the Study of Pain) a define como “dor paroxística, unilateral, severa, penetrante, de curta duração, recorrente, em um ou mais ramos do quinto par craniano; o nervo trigêmino”. Ou seja, dor tipo “choque-elétrico” ou dor lancinante em metade da face ou parte dela, que dura alguns segundos, podendo ocorrer em intervalos de tempos variáveis.
Esta dor orofacial (da face e da cavidade oral) ocorre porque o nervo trigêmeo inerva desde a parte anterior do couro cabeludo até o queixo, em três divisões , V1, V2 e V3. A dor pode irradiar por 1, 2 ou 3 destas faixas sempre de um lado da face. Para entender melhor, veja a figura abaixo mostrando a origem do nervo trigêmeo, seus ramos e estruturas próximas.

Causas

As causas são comumente divididas em duas categorias: essencial ( ou primária) e secundária.

Neuralgia essencial – é idiopática (sem causa conhecida), sendo consenso que a principal, mas não única causa, é a compressão do nervo trigêmeo por uma artéria, que causa uma lesão no nervo, provocando desmielinização (desgaste da capa protetora do nervo) no local e, consequentemente, a hiperestimulação das fibras nociceptivas levando a dor. Imagine um fio elétrico desencapado. O que acontecerá no local exposto? Não coloque a mão para descobrir!

Fibras nervosas: capa de mielina e fibras transmissoras da dor

A NT pode ser um resultado natural do processo de envelhecimento, com os vasos sanguíneos alongando e encostando-se aos nervos. Com a pulsação do vaso encostado, começa o processo de desgaste da mielina (capa protetora).

Esquema mostrando a artéria pulsando, encostada no nervo trigêmeo

Uma revisão da literatura de 2008, publicado por Robaina na Revista da Sociedade Espanhola de Dor revela que alguns estudos anatômicos de pacientes com neuralgia essencial do trigêmeo demonstraram a presença de vasos sanguíneos comprimindo ou em contato com a raiz nervosa, na zona de entrada do tronco em 91% dos casos.

Neuralgia secundária – pode ser multicausal e é mais evidente, pois, além da dor facial, o paciente apresenta algum déficit neurológico. Pode ter origem:

TUMORAL

– neuroma acústica

– cordoma no nível do clivo

– glioma e meningioma pontino

– epidermóide

– metástases

– linfoma

VASCULAR

– infarto pontino

– aneurisma gigante intracavernoso e outras más-formações arteriovenosas no local

– persistência de uma artéria trigêmea primitiva

– compressão pulsátil pela artéria superior adjacente (mais raramente, artéria antero-inferior)

INFLAMATÓRIA

– esclerose múltipla

– sarcoidose

– neuropatia da doença de Lyme

– acroceratose paraneoplástica

Fonte: Blog Mundo sem Dor (www.mundosemdor.com.br/neuralgia-do-trigemeo-parte-1)

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A Síndrome de Dor Miofascial (SDM) é uma dor muscular crônica caracterizada pela presença de pontos hipersensíveis nos músculos ou trigger points (pontos-gatilho). Esses pontos doem quando são tocados. A dor pode se irradiar pelo músculo, às vezes até locais distantes do ponto-gatilho, causando a sensação de que “tudo” está doendo.

Causas comuns para o desenvolvimento de pontos-gatilhos de dor são o estresse e a adoção de posturas incorretas por muito tempo. A SDM pode causar: dor de cabeça, dor no pescoço, na mandíbula, dor lombar, dor pélvica e dores nos braços e pernas.

A termografia permite fazer o diagnóstico da Síndrome de Dor Miofascial de forma mais precisa que o exame clínico tradicional, no qual a identificação dos pontos-gatilho é feita por meio da palpação das áreas doloridas para achar as áreas tensas e os trigger points. Com a termografia, os pontos-gatilho são identificados como pontos aquecidos hiperradiantes.

Critérios Diagnósticos

A. Ponto-gatilho ativo: uma área de hipersensibilidade que geralmente fica dentro do músculo esquelético e que é associado com dor local ou regional.

B. Ponto-gatilho latente: uma área inativa que tem potencial de agir como ponto-gatilho.
C. Banda tensa palpável em músculo esquelético, dá para sentir as fibras musculares tensas. A estimulação causa o “twitch”, inglês para a resposta de contração quando o nódulo é estimulado.
D. Área de hipersensibilidade dentro de uma banda tensa muscular.
E. Dor referida: refere-se à dor numa região distal ao ponto-gatilho, onde sinais idênticos podem ocorrer.
F. “Sinal do pulo”, ou seja, reação de retirada ao toque nos nódulos.
H. Dor com alongamento ou contração do músculo afetado.

Tratamentos


Agulhamento com anestésico: esta técnica intervencionista envolve a inserção de uma pequena agulha no ponto-gatilho. A aplicação contém anestésico local que às vezes inclui um corticóide e serve para desativar o ponto-gatilho e aliviar a dor. Geralmente, após um período curto de tratamento, o paciente tem alívio por um bom tempo. O procedimento leva poucos minutos e pode ser feito no consultório do seu médico da dor. Numa única consulta, vários locais podem ser tratados.
– Agulhamento a seco: se um paciente tem alergia a algum medicamento, seu médico intervencionista pode usar esta técnica. Serve para desativar o ponto-gatilho.
– Acupuntura: neste tratamento, o profissional introduz agulhas bem fininhas em pontos específicos do corpo. Para a Medicina Tradicional Chinesa, isto ajuda a aliviar a dor porque promove um reequilíbrio da energia vital que circula em seu corpo. Existem estudos que comprovam a eficácia da acupuntura no tratamento da dor, mas, é necessário certificar-se da formação do acupunturista e que ele pratica Medicina Baseada em Evidências.
– Psicológico: atividades de relaxamento para reduzir a tensão, modificação dos antecedentes psicológicos à tensão muscular, assim como modificação das consequências psicológicas à hiperatividade muscular. O tratamento para a SDM deverá ser na medida do problema. Pacientes com dor transitória e rápida, geralmente associada com problemas diferentes, deverão passar por intervenções limitadas e curtas, como relaxamento em casa com o auxílio de áudio, por exemplo.
– Medicamentoso: em alguns casos usam-se medicamentos para tratar outras condições que ocorrem junto com a dor miofascial, tais como insônia e depressão.
-Fisioterapia: consiste basicamente de um programa de exercícios de alongamento, massagem e reeducação postural (postura incorreta pode sobrecarregar os músculos da região lombar).
– Finalmente, a atividade física regular, relaxamento e alimentação saudável fazem parte de um estilo de vida saudável que poderá prevenir esta síndrome de dor.
Fonte: blog Mundo sem Dor
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A termografia usada no tratamento da Dor Miofascial
A Síndrome de Dor Miofascial (SDM) é uma dor muscular crônica caracterizada pela presença de pontos hipersensíveis nos músculos ou trigger points (pontos-gatilho). Esses pontos doem quando são tocados e a dor pode se irradiar pelo músculo, às vezes até locais distante do ponto-gatilho, causando a sensação de que “tudo” está doendo.
Causas comuns para o desenvolvimento de pontos de pontos-gatilhos de dor são o estresse e a adoção de posturas incorretas por muito tempo. A SDM pode causar: dor de cabeça, dor no pescoço, na mandíbula, dor lombar, dor pélvica e dores nos braços e pernas.
A termografia permite fazer o diagnóstico da Síndrome de Dor Miofascial de forma mais precisa que o exame clínico tradicional, onde os pontos-gatilho são identificação por meio da palpação das áreas doloridas para achar as áreas tensas e os trigger points. Com a termografia, os pontos-gatilho são identificados como pontos aquecidos hiperradiantes.
Critérios Diagnósticos
A. Ponto-gatilho ativo: uma área de hipersensibilidade que geralmente fica dentro do músculo esquelético e que é associado com dor local ou regional.
B. Ponto-gatilho latente: uma área inativa que tem potencial de agir como ponto-gatilho.
C. Banda tensa palpável em músculo esquelético, dá para sentir as fibras musculares tensas. A estimulação causa o “twitch”, inglês para a resposta de contração quando o nódulo é estimulado.
D. Área de hipersensibilidade dentro de uma banda tensa muscular.
E. Dor referida: refere-se à dor numa região distal ao ponto-gatilho, onde sinais idênticos podem ocorrer.
F. “Sinal do pulo”, ou seja, reação de retirada ao toque nos nódulos.
G. Fraqueza muscular e músculo em aperto.
H. Dor com alongamento ou contração do músculo afetado.
Tratamentos
– Agulhamento com anestésico: esta técnica intervencionista envolve a inserção de uma pequena agulha no ponto-gatilho. A aplicação contém anestésico local que às vezes inclui um corticóide e serve para desativar o ponto-gatilho e aliviar a dor. Geralmente, após um período curto de tratamento, o paciente tem alívio por um bom tempo. O procedimento leva poucos minutos e pode ser feito no consultório do seu médico da dor. Numa única consulta, vários locais podem ser tratados.
– Agulhamento a seco: se um paciente tem alergia a algum medicamento, seu médico intervencionista pode usar esta técnica. Serve para desativar o ponto-gatilho.
– Acupuntura: neste tratamento, o profissional introduz agulhas bem fininhas em pontos específicos do corpo. Para a Medicina Tradicional Chinesa, isto ajuda a aliviar a dor porque promove um reequilíbrio da energia vital que circula em seu corpo. Existem estudos que comprovam a eficácia da acupuntura no tratamento da dor, mas, é necessário certificar-se da formação do acupunturista e que ele pratica Medicina Baseada em Evidências.
– Psicológico: atividades de relaxamento para reduzir a tensão, modificação dos antecedentes psicológicos à tensão muscular, assim como modificação das consequências psicológicas à hiperatividade muscular. O tratamento para a SDM deverá ser na medida do problema. Pacientes com dor transitória e rápida, geralmente associada com problemas diferentes, deverão passar por intervenções limitadas e curtas, como relaxamento em casa com o auxílio de áudio, por exemplo.
– Medicamentoso: em alguns casos usam-se medicamentos para tratar outras condições que ocorrem junto com a dor miofascial, tais como insônia e depressão.
-Fisioterapia: consiste basicamente de um programa de exercícios de alongamento, massagem e reeducação postural (postura incorreta pode sobrecarregar os músculos da região lombar).
– Finalmente, a atividade física regular, relaxamento e alimentação saudável fazem parte de um estilo de vida saudável que poderá prevenir esta síndrome de dor.
Fonte: blog Mundo sem Dor (www.mundosemdor.com.br)
(Fonte dos Critérios Diagnósticos: SBED- Sociedade Brasileira da Dor)
AVISO IMPORTANTE:
O conteúdo deste site é de caráter educativo e não deve ser considerado consulta médica, provável diagnóstico ou tratamento recomendado. Todas as imagens com pacientes e terceiros têm sua autorização escrita.
Site educativo do Dr. Marcos Brioschi, médico, medicina diagnóstica. Termografia para diagnóstico da dor, risco de lesão esportiva, atividade metabólica, risco cardiovascular, avaliação metabólica da mama

© 2007-2017 Canal InfraRedMed – Dr. Marcos Brioschi. Todos os direitos reservados.