Monthly Archives: fevereiro 2014

Dor, fadiga, depressão e modificações no padrão de sono que são, em geral, provocados pela Fibromialgia, podem ser a causa da diminuição do desejo sexual, excitação e até possibilidade de atingir o orgasmo. Atualmente, um terço das mulheres relata falta de interesse sexual e quase um quarto não consegue experimentar o orgasmo, segundo dados do National Health and Social Life Survey, nos Estados Unidos.
Vinte por cento delas também apresentam dificuldades de lubrificação durante a relação e a mesma porcentagem considera o sexo uma experiência desagradável.
Além de problemas psicológicos que levam às disfunções sexuais, as causas orgânicas também podem atingir severamente a atividade sexual feminina. Estudos populacionais demonstram, por exemplo, que a disfunção sexual é mais prevalente em mulheres (43%) do que nos homens (31%). O problema é que, muitas vezes, elas passam anos sofrendo duplamente: de uma doença para a qual nunca receberam o diagnóstico e a perda gradativa do desejo sexual, provocada pela enfermidade.
Segundo a reumatologista Evelin Goldenberg, do Hospital Albert Einstein, a fibromialgia, doença caracterizada por dores generalizadas no corpo sem explicação aparente, pode incidir diretamente também na atividade sexual feminina.
Estudo coordenado por Evelin na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com 40 mulheres (20 com Fibromialgia e 20 do grupo controle), mostra que entre mulheres que tinham Fibromialgia, 19 relataram problemas para chegar ao orgasmo contra 13 do grupo controle.
“Sabemos que as mulheres portadoras de Fibromialgia apresentam diminuição de sua função sexual e maior dificuldade para atingir o orgasmo.
No estudo, verificamos que elas também apresentaram maior necessidade de estimulação prévia por meio da masturbação antes da relação sexual”, explica Evelin. “Isso pode acontecer por conta das dores pelo corpo, da sensação de fadiga e até dos distúrbios do sono, problemas que também são provocados por essa doença”, revela a especialista.
Estudos americanos mostram que a Fibromialgia atinge principalmente as mulheres, cerca de 80% das pessoas que sofrem com o problema são do sexo feminino, na faixa etária entre 30 e 60 anos. “Além de dor persistente em pontos específicos espalhados pelo corpo, a Fibromialgia também causa depressão em 25% dos casos e 50% das pacientes relatam histórico de depressão ao chegar no consultório”, alerta Evelin. A especialista é enfática ao concluir:”a depressão é uma doença que também influencia diretamente na vida sexual da paciente”.
Vida sexual deve ser questionada
Evelin acredita que questões que abordam desejo sexual, freqüência de relações, dificuldade para certas posições, lubrificação, bem como a qualidade do orgasmo devem ser questionadas pelo médico. “Vários fatores podem ser responsáveis para a insatisfação sexual como problemas conjugais”, lembra. “Um dado curioso da pesquisa é a relevância estatística da ocorrência de fibromialgia entre as mulheres casadas. Entre as 20 que tinham o problema, 15 eram casadas”.
A prevalência nos consultórios médicos é alta: 2% das pessoas com alguma reclamação referente às dores músculo-esqueléticas sofrem com a doença. Nos hospitais, esse índice pula para 5% dos pacientes que chegam com reclamações de dores pelo corpo.
A Fibromialgia
Para a reumatologista Evelin Goldenberg, que realizou uma tese de doutorado sobre o tema na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a Fibromialgia é de difícil diagnóstico e muitas vezes ignorada pelos médicos. “Muitas vezes, a paciente chega ao consultório com uma sacola de shopping repleta de exames feitos e nenhum diagnóstico. Outras, ela já está com úlcera de tanto tomar antiinflamatório e a dor não passar. Tudo isso, sem contar o descrédito da família”, afirma a reumatologista.
Evelin destaca que existem também outros sintomas associados à doença, como tensão pré-menstrual, bruxismo, dificuldade de digestão, vertigens e depressão. “É imprescindível uma longa conversa com o paciente para se diagnosticar a Fibromialgia. Não existe um exame específico que revele o problema”, explica. “Porém, quanto mais cedo o problema for detectado maiores as chances de recuperação, do paciente voltar a se sentir bem e conseguir retomar sua rotina”.
Fique atenta aos sintomas:
•  Reclamação permanente de cansaço
•  Dores pelo corpo
•  Enxaqueca
•  Alterações de humor
•  Formigamentos em braços e pernas
•  Um sono que não restaura as energias.
Como a Termografia pode ajudar
Todo tratamento bem sucedido começa com um diagnóstico correto. A termografia é um poderoso meio auxiliar do médico no controle da fibromialgia e identificação das comorbidades que podem estar associadas, como hipotireoidismo, fadiga, insônia, enxaqueca, constipação, diarreia, neuropatias, mãos frias, dor lombar, tendinites, dor de cabeça, artrites, sacroiliítes e outros.
AVISO IMPORTANTE:
O conteúdo deste site é de caráter educativo e não deve ser considerado consulta médica, provável diagnóstico ou tratamento recomendado. Todas as imagens com pacientes e terceiros têm sua autorização escrita.
Site educativo do Dr. Marcos Brioschi, médico, medicina diagnóstica. Termografia para diagnóstico da dor, risco de lesão esportiva, atividade metabólica, risco cardiovascular, avaliação metabólica da mama

© 2007-2017 Canal InfraRedMed – Dr. Marcos Brioschi. Todos os direitos reservados.

Para pacientes com Fibromialgia invariavelmente é pedido o exame TSH (hormônio tireo-estimulante), para a avaliação da glândula tireoide. Mas existe alguma relação das doenças desta glândula, localizada no pescoço, com a Fibromialgia?

Esta relação é incerta por várias razões. Acredita-se que pacientes com Hipotireoidismo, isto é, um mau funcionamento da tireoide, pode apresentar sintomas semelhantes ao da Fibromialgia, como fadiga, alterações do sono, alterações intestinais, ganho de peso e dores pelo corpo.

Na prática, só pacientes com uma função muito baixa da tireoide apresentam estes sintomas. O que mais se observa em pacientes com Fibromialgia é que uma proporção razoável dos mesmos apresenta alterações nos testes da tireoide, tanto para o Hipotireoidismo como para o Hipertireoidismo (aumento da função da glândula). Muitas vezes, as alterações encontradas são ditas “sub- clínicas”, consistindo apenas nos achados laboratoriais.

O tratamento do Hipotireoidismo e do Hipertireoidismo é feito de maneira bastante diferente; quando a glândula diminui a produção do hormônio da tireoide, este geralmente é causado por uma inflamação silenciosa na tireoide, causada por auto-anticorpos (Tireoidite de Hashimoto). O tratamento consiste em substituir o hormônio que a glândula deveria produzir através de um comprimido diário. A dose ideal do hormônio da tireoide para cada paciente é controlada pelo TSH. No Hipertireoidismo, há um excesso de produção de hormônio, pela presença de auto-anticorpos estimulatórios (Doença de Graves). Neste caso, há a necessidade de bloqueio da glândula com medicações ou até mesmo a administração de iodo radioativo, para diminuir o tamanho e a função da tireoide.
O funcionamento da tireoide é vital para a função de todo o organismo. Ela é responsável pelo “ritmo de trabalho” do corpo. Se o ritmo fica muito lento, como no Hipotireoidismo, há diminuição da rapidez do pensamento, o coração bate devagar, o intestino para de funcionar, existe uma intolerância ao frio e o paciente aumenta de peso. No caso do Hipertireoidismo, acontece o contrário: a pessoa perde peso, existe um aumento da frequência cardíaca, com o risco de arritmias, intolerância ao calor e aumento da velocidade de pensamento. Em resumo, hoje se acredita que pacientes com Fibromialgia apresentam uma maior chance de problemas da tireoide, mas é difícil dizer se o tratamento destas condições melhorará os sintomas de Fibromialgia. Porém, é imprescindível que estes problemas sejam tratados, em prol da saúde geral do paciente.
Eduardo S. Paiva
Reumatologista
Chefe do Ambulatório de Fibromialgia do HC-UFPR, Curitiba.

Diagnóstico de tireoide por termografia

A disfunção da glândula tireoide pode aumentar o fluxo sanguíneo e sua atividade química e produzir mais calor o que é detectável por câmeras térmicas ultrassensíveis. A identificação de doenças da tireoide é fundamental para seu correto tratamento e a termografia permite isto de forma precoce e não invasiva.

AVISO IMPORTANTE:
O conteúdo deste site é de caráter educativo e não deve ser considerado consulta médica, provável diagnóstico ou tratamento recomendado. Todas as imagens com pacientes e terceiros têm sua autorização escrita.
Site educativo do Dr. Marcos Brioschi, médico, medicina diagnóstica. Termografia para diagnóstico da dor, risco de lesão esportiva, atividade metabólica, risco cardiovascular, avaliação metabólica da mama

© 2007-2017 Canal InfraRedMed – Dr. Marcos Brioschi. Todos os direitos reservados.

O que une numa experiência uma violinista, um DJ e cientistas? A nova aplicação da técnica de termografia na detecção e prevenção de lesões musculares em músicos, desenvolvida na Universidade do Porto.
Uma experiência científica proposta por investigadores da Universidade do Porto transformou uma violinista num caleidoscópio humano. No salão nobre da Reitoria, diversas cores, tons e formas tatuaram o corpo de Ianina Khmelik. A sua face, pescoço e peito pareciam arder, coloridos de vermelho sempre que a intensidade do seu esforço físico aumentava na execução de uma peça inspirada em Bach. Os investigadores experimentavam uma nova aplicação da termografia, uma tecnologia para o diagnóstico de lesões que apresenta várias vantagens – não utiliza radiações ionizantes, é indolor, não invasiva e não obriga a um contacto direto com o paciente. O concerto Anatomia Musical: do visível ao invisível serviu assim para desvendar o lado escondido da anatomia térmica de uma artista em plena performance.
A câmara termográfica capta a radiação infravermelha emitida por um corpo ou objeto e converte-a numa imagem codificada de cores correspondentes a diferentes temperaturas: cores frias, como o verde, o azul e violeta, significam baixas temperaturas, enquanto cores quentes, como o amarelo, o vermelho e o laranja, equivalem a altas temperaturas. O projeto de quatro investigadores da Universidade do Porto pretende fazer da termografia um meio de diagnóstico auxiliar que contribua para uma melhor avaliação clínica de lesões provocadas por posturas incorretas ou pela execução de movimentos repetitivos, como acontece com os músicos.
De acordo com Joaquim Gabriel, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, a inovação do sistema de termografia desenvolvido pela equipa multidisciplinar que lidera reside na “detecção de lesões musculoesqueléticas existentes e na sinalização de zonas que estão sujeitas a grande esforço”, que revelam temperaturas mais elevadas durante a análise termográfica. A identificação das zonas musculares sujeitas a maior sobrecarga energética, que, no caso dos músicos de orquestra, correspondem aos músculos posturais (músculos do pescoço e costas) e aos músculos da mastigação (da face), “permite a prevenção de lesões”, refere Miguel Pais Clemente, outro dos investigadores do projeto e professor da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade.
“A termografia mostra-nos quais são os músculos que estão a ser mais ativados numa determinada performance, seja de um músico ou de um atleta, se essa ativação está a ser exagerada e se o músico recupera num tempo fisiológico ideal. Nós podemos prevenir [futuras lesões], corrigindo a postura e evitando a solicitação exagerada de determinados músculos”, salienta Catarina Branco, colaboradora do projeto, médica fisiatra e diretora do serviço de Medicina Física e Reabilitação do Hospital de São Sebastião.
Ianina Khmelik, violinista da Orquestra Sinfônica do Porto – Casa da Música, iniciou o concerto com uma composição introspectiva composta em parceria com DJ Yur. Os gestos lentos da violinista acompanhavam a sonoridade etérea produzida por Yur e as cores frias e esbatidas predominavam na imagem projetada no corpo da intérprete, o que permitia inferir uma ativação menor dos músculos envolvidos no desempenho musical. Assim que a música adquiriu maior fulgor, num ritmo sincopado próximo do drum”n”bass, os movimentos de Khmelik tornaram-se mais energéticos e o vermelho começou a “pintar” o seu corpo.
O lado estético
Quando a artista mostrou toda a sua velocidade de execução na interpretação do Prelúdio da Partita n.º 3 de Bach, as suas costas eram já uma bola de fogo. Em tempo real, observamos a mudança dos padrões termográficos no corpo da violinista e assistimos a uma sonata de imagens. Daniela Coimbra, professora de Psicologia da Música na Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo e uma das responsáveis pela investigação, preferia sublinhar a dimensão artística da experiência. “Decidimos que poderíamos mostrar estas imagens como um alerta, mas também como forma de incorporar esta parte tecnológica da música, exibindo o lado estético da tecnologia.”
Para os músicos, a nova aplicação da termografia traz benefícios evidentes, já que esta tecnologia mostra que há zonas de maior calor e, portanto, com maior ativação muscular que, por vezes, não são necessárias para a performance musical.
“A máquina termográfica permite-nos perceber os erros na nossa postura e compreender que não é necessário empregar tanta força num determinado ponto do corpo, o que permite prevenir lesões futuras”, afirma Ianina Khmelik.
AVISO IMPORTANTE:
O conteúdo deste site é de caráter educativo e não deve ser considerado consulta médica, provável diagnóstico ou tratamento recomendado. Todas as imagens com pacientes e terceiros têm sua autorização escrita.
Site educativo do Dr. Marcos Brioschi, médico, medicina diagnóstica. Termografia para diagnóstico da dor, risco de lesão esportiva, atividade metabólica, risco cardiovascular, avaliação metabólica da mama

© 2007-2017 Canal InfraRedMed – Dr. Marcos Brioschi. Todos os direitos reservados.