Monthly Archives: março 2014

O que é Fibromialgia?

A fibromialgia é uma síndrome comum em que uma pessoa sofre de dores por todo o corpo por longos períodos, com sensibilidade nas articulações, nos músculos, nos tendões e em outros tecidos moles.

A fibromialgia também está relacionada à fadiga, distúrbios do sono, dores de cabeça, depressão, ansiedade, mãos frias (fenômeno de Raynaud), distúrbios do intestino e estômago.

Causas

A causa é desconhecida. As possíveis causas ou os desencadeadores da fibromialgia incluem:

  • Trauma físico ou emocional
  • Resposta anormal à dor, em que áreas do cérebro responsáveis pela dor podem reagir de forma diferente em pacientes com fibromialgia
  • Distúrbios do sono
  • Infecção, como um vírus, embora nenhum tenha sido identificado
  • A fibromialgia é mais comum em mulheres com idade entre 20 e 50 anos.

As seguintes doenças podem acompanhar a fibromialgia ou imitar seus sintomas:

  • Dor crônica no pescoço ou nas costas
  • Síndrome da fadiga crônica
  • Depressão
  • Hipotireoidismo (tireoide inativa)
  • Doença de Lyme
  • Distúrbios do sono

Exames

Para ser diagnosticado com fibromialgia, é preciso ter pelo menos 3 meses de dor generalizada, além de dor e sensibilidade em pelo menos 11 de 18 áreas, incluindo:

  • Braços (cotovelos)
  • Nádegas
  • Peito
  • Joelhos
  • Região lombar
  • Pescoço
  • Caixa torácica
  • Ombros
  • Coxas

Os exames de sangue e urina geralmente estão normais. Entretanto, podem ser feitos exames para descartar outras doenças que apresentem sintomas similares.

Sintomas de Fibromialgia

A dor é o principal sintoma da fibromialgia. Ela pode ser leve ou intensa.

  • As regiões doloridas são chamadas de pontos de sensibilidade. Os pontos de sensibilidade se encontram no tecido mole da nuca, ombros, tórax, região lombar, quadris, canelas, cotovelos e joelhos. A dor então se espalha a partir dessas áreas.
  • A dor pode ser percebida como profunda ou uma dor aguda e ardente.
  • As articulações não são afetadas, embora possa parecer que a dor venha das articulações.

As pessoas com fibromialgia tendem a acordar com dores no corpo e rigidez. Em alguns pacientes, a dor melhora durante o dia e piora à noite. Outros pacientes sentem dor o dia inteiro.

A dor pode piorar com atividades, clima frio ou úmido, ansiedade e estresse.

Fadiga, estado deprimido e distúrbios do sono são observados em quase todos os pacientes com fibromialgia. Muitos afirmam que não conseguem dormir ou continuar dormindo e que se sentem cansados quando acordam.

Outros sintomas de fibromialgia podem incluir:

Síndrome do intestino irritável (SII)

  • Problemas de memória e de concentração
  • Dormência e formigamento nas mãos e nos pés
  • Palpitações
  • Redução na capacidade de se exercitar
  • Cefaleia tensional ou enxaqueca

Tratamento de Fibromialgia

O objetivo do tratamento é reabilitar o paciente para as atividades diárias, além de aliviar a dor e outros sintomas, ajudando-o a enfrentar os sintomas. O primeiro tipo de tratamento pode envolver:

  • Fisioterapia
  • Programa de exercícios e preparo físico
  • Métodos para alívio de estresse e técnicas de relaxamento
    Se esses tratamentos não funcionarem, seu médico poderá prescrever um antidepressivo ou relaxante muscular. O objetivo da medicação é melhorar o sono e aumentar a tolerância à dor. O medicamento deve ser usado junto com exercícios e terapia comportamental. A duloxetina, a pregabalina e o milnaciprano são medicamentos aprovados especificamente para tratar a fibromialgia.

Entretanto, muitas outras drogas também são usadas para tratar a doença, incluindo:

  • Medicamentos anticonvulsivos
  • Outros antidepressivos
  • Relaxantes musculares
  • Analgésicos
  • Hipnóticos

A terapia cognitivo-comportamental é uma parte importante do tratamento. Com ela, você aprenderá a:

  • Lidar com pensamentos negativos
  • Manter um diário de seus sintomas e dores
  • Reconhecer o que agrava seus sintomas
  • Buscar praticar atividades agradáveis
  • Estabelecer limites
    Os grupos de apoio também podem ser úteis.

Entre outras recomendações, estão:

  • Seguir uma dieta balanceada
  • Manter uma boa rotina de descanso para melhorar a qualidade do sono
  • Acupuntura
    Casos graves de fibromialgia podem necessitar encaminhamento a uma clínica multidisciplinar de dor.

Expectativas

A fibromialgia é um distúrbio de longa duração. Às vezes, os sintomas melhoram. Outras vezes, os sintomas podem piorar e continuar durante meses ou anos.

Prevenção

Não há formas de prevenção para a fibromialgia.

Fontes e referências:

Abeles M, Solitar BM, Pillinger MH, Abeles AM. Update on fibromyalgia therapy. Am J Med. 2008;121:555-561.

Häuser W, Bernardy K, Üceyler N, Sommer C. Treatment of fibromyalgia syndrome with antidepressants. JAMA. 2009;301:198-209.

Wolfe F, Rasker JJ. Fibromyalgia. In: Firestein GS, Budd RC, Harris ED Jr., et al., eds. Kelley’s Textbook of Rheumatology. 8th ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2008:chap 38.

Wolfe F, Clauw DJ, Fitzcharles MA, Goldenberg DL, Katz RS, Mease P, et al. The American College of Rheumatology preliminary diagnostic criteria for fibromyalgia and measurement of symptom severity. Arthritis Care Res. 2010;62(5):600-610.

Fonte: Minhavida.com.br

Termografia:
A termografia tem valor legal como exame complementar no diagnóstico clínico da fibromialgia quando realizada por profissional habilitado e em centro de referência. O diagnóstico definitivo da fibromialgia deve ser corroborado pela correta avaliação clínica que pode ou não, conforme a indicação médica, utilizar a termografia para averiguar a dor miofascial associada à fibromialgia ou seu diagnóstico diferencial com outras doenças, uma vez de que se trata de exame para este fim.
AVISO IMPORTANTE:
O conteúdo deste site é de caráter educativo e não deve ser considerado consulta médica, provável diagnóstico ou tratamento recomendado. Todas as imagens com pacientes e terceiros têm sua autorização escrita.
Site educativo do Dr. Marcos Brioschi, médico, medicina diagnóstica. Termografia para diagnóstico da dor, risco de lesão esportiva, atividade metabólica, risco cardiovascular, avaliação metabólica da mama

© 2007-2017 Canal InfraRedMed – Dr. Marcos Brioschi. Todos os direitos reservados.

Dentre os distúrbios envolvidos na gênese da dor amplificada que resulta nas manifestações da fibromialgia destacam-se mecanismos neuroendócrinos, fatores genéticos, transtornos emocionais e do condicionamento físico do paciente. Nesse contexto diversas condições clínicas podem simular ou expressar-se como fibromialgia, o que justifica uma abordagem crítica da questão.
Dentre as condições que se confundem com a fibromialgia destacam-se, em especial, as outras síndromes de amplificação dolorosa como a dor miofascial, as síndromes dolorosas regionais e a síndrome da fadiga crônica. Doenças reumáticas também se manifestam com dor muscular inespecífica e fadiga proeminente como a artrite reumatóide em sua fase inicial, o reumatismo palindrômico, o lúpus eritematoso sistêmico e a síndrome de Sjögren, a polimialgia reumática e ainda as doenças por cristais de hidroxiapatita.
Dentre as miopatias, destacam-se o complexo dermatomiosite-polimiosite, a síndrome de McArdle, a miopatia mitocondrial, por deficiência de carnitina ou de vitamina D. As endocrinopatias como o hipo ou hipertireoidismo, o hiperparatireoidismo, a síndrome de Adisson e o Cushing também merecem destaque. Infecções virais em sua fase inicial ou pós-infecciosas como as hepatites, as infeções pelo vírus de Epstein-Barr podem cursar com sintomatologia musculoesquelética diversa, assim como a imunodeficiência adquirida e a doença de Lyme. Diversas medicações que podem acarretar a referida sintomatologia como efeito colateral, destacando-se as drogas usadas para o controle dos níveis lípidicos, o triptofano, os suplementos alimentares, os implantes de silicone, e ainda medicações empregadas no arsenal reumatológico como corticosteróides, alopurinol, cloroquina e D-penicilamina. Outras condições clínicas que podem simular a fibromialgia ou expressar-se como tal são as síndromes paraneoplásicas e distúrbios afetivos, em especial a depressão.
A crescente conscientização da fibromialgia como entidade clínica constitui um desafio para o médico em termos de aprimorar-se no entendimento de seus pacientes.
Profa. Dra. Suely Roizenblatt
Mestre e Doutora em Reumatologia
Professora Afiliada da Disciplina de Clínica Médica
Universidade Federal de São Paul

Termografia:

A termografia tem valor legal como exame complementar no diagnóstico clínico da fibromialgia quando realizada por profissional habilitado e em centro de referência. O diagnóstico definitivo da fibromialgia deve ser corroborado pela correta avaliação clínica que pode ou não, conforme a indicação médica, utilizar a termografia para averiguar a dor miofascial associada à fibromialgia ou seu diagnóstico diferencial com outras doenças, uma vez de que se trata de exame para este fim.

AVISO IMPORTANTE:
O conteúdo deste site é de caráter educativo e não deve ser considerado consulta médica, provável diagnóstico ou tratamento recomendado. Todas as imagens com pacientes e terceiros têm sua autorização escrita.
Site educativo do Dr. Marcos Brioschi, médico, medicina diagnóstica. Termografia para diagnóstico da dor, risco de lesão esportiva, atividade metabólica, risco cardiovascular, avaliação metabólica da mama

© 2007-2017 Canal InfraRedMed – Dr. Marcos Brioschi. Todos os direitos reservados.