Desde antes dos anos 60, a Ciência sabe que todo o corpo – até o humano – emitem calor na forma de raios infra-vermelhos. O ápice tecnológico da detecção deste fenômeno aconteceu nos anos 2000, durante a Guerra do Golfo, quando foram criados sensores que transformavam esses raios em imagens de alta resolução. Ou seja, qualquer corpo quente não passava desapercebido pela máquina. Depois que o conceito foi repassado para a Medicina, passou a ser possível fazer triagens em multidões em um aeroporto, por exemplo, para saber quem está com febre. A Ásia adotou o aparelho nos tempos de controle da gripe aviária.

Segundo Marcos Brioschi, médico da Cruz Vermelha do Paraná e do Hospital 9 de Julho, em São Paulo, e especialista em diagnóstico por imagem e Termometria Infravermelha, o equipamento “lê” a temperatura e detecta facilmente quadros febris, inflamatórios e infecciosos ocultos em fase inicial, bem como a redução da temperatura, nos casos de lesão nos nervos e má circulação. “Cerca de 80% das dores crônicas não têm causa anatômica, ou seja, não aparecem em exames estruturais, como tomografia, ressonância e ultrassom. São problemas funcionais. Em sua maioria, os exames resultam em negativo e a pessoa continua com dor, que é incapacitante. Às vezes o paciente é aposentado precocemente sem necessidade, por causa de uma lesão tratável que não foi diagnosticada corretamente, como em LER e Dort”, explica.

As referências de padrões saudáveis ajudam a detectar possíveis doenças, assim como a manutenção do mesmo padrão de cor e forma dos dois lados do corpo – que precisam estar simétricos. Se estão diferentes é preciso investigar a causa da doença. Glândulas mais superficiais como mamas e tireoide também podem ser examinadas. “Se o exame aponta irregularidades, não é possível afirmar que há um tumor, mas é preciso investigar. O fato é que, segundo estudos, a termografia é capaz de detectar alterações 10 anos antes de serem registradas numa mamografia, por exemplo”, diz. Atualmente, o aparelho está presente em diversas capitais, já é coberto pelos planos de saúde e está disponível também na rede pública de saúde.

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O conteúdo deste site é de caráter educativo e não deve ser considerado consulta médica, provável diagnóstico ou tratamento recomendado. Todas as imagens com pacientes e terceiros têm sua autorização escrita.
Site educativo do Dr. Marcos Brioschi, médico. Medicina diagnóstica, termografia médica para diagnóstico da dor, prevenção de lesões esportiva e no trabalho, atividade metabólica, risco cardiovascular, avaliação da mama

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Dores difusas pelo corpo? Cansaço? Insônia? Dor de cabeça? Dor abdominal? Intolerância ao frio? De causa ainda desconhecida, a fibromialgia é a terceira doença mais comum de diagnóstico da reumatologia depois da artrite reumatóide e artrose.

Mais comum em mulheres entre 29 a 37 anos, a fibromialgia é uma síndrome com grande sobreposição de sintomas, distúrbios neurovegetativos e imunoneuroendócrinos comumente associada com inflamação.

Quando corretamente diagnosticada a fibromialgia apresenta tratamentos farmacológicos (antidepressivos, analgésicos, anticonvulsivantes, opióides fracos) e não farmacológicos (exercício aeróbico moderado, terapia cognitiva, alongamento e fortalecimento muscular de membros superiores, acupuntura, hidroterapia, hipnoterapia, educação ao paciente). Exercício moderado pode auxiliar a reduzir a dor.

Porém diversas doenças podem estar associadas à fibromialgia ou até mesmo camuflando o quadro clínico, como hipotireoidismo, lupus, artrite reumatóide, espondiloartrite, síndrome de Sjogren, doença de Lyme, espondilite anquilosante, polimiosite, polimialgia reumática, osteomálácia, osteoporose, doença vertebral degenerativa, síndrome de dor miofascial, hipertireoidismo, síndrome paraneoplásica, miopatia metabólica, mestástases, meoloma múltiplo, polineuropatias, doença de Parkinson, sarcoidose, infecções virais, psicoses, depressão e muitas outras.

Não se trata de uma doença psiquiátrica. As dores são reais. Estudos por imagem comprovam a existência da doença, como a Ressonância Magnética Funcional e a Termografia Médica. Estes métodos documentam aspectos da doença relacionadas à dor e o sistema nervoso. A termografia documenta as alterações neurovegetativas relacionadas a perda de calor. Isto é, devido ao distúrbio do sistema neurovegetativo (conhecido como autônomo), não há um controle adequado da termorregulação na fibromialgia o que gera imagens como estas, diferente das pessoas sem a doença:

A captação da imagem termográfica é um procedimento indolor e não invasivo. Consiste em imagens térmicas capturadas por um aparelho especial que mapeia o corpo inteiro do paciente.

A termografia tem valor legal como exame complementar no diagnóstico clínico da fibromialgia quando realizada por profissional devidamente habilitado e em centro de referência. Seu diagnóstico definitivo deve ser corroborado pela correta avaliação clínica que pode ou não, conforme a indicação médica, utilizar a termografia para averiguar a dor miofascial associada à fibromialgia ou seu diagnóstico diferencial com outras doenças, uma vez de que se trata de exame para este fim.

Consulte seu reumatologista e lembre-se, a reabilitação do paciente com fibromialgia depende tanto da abordagem interdisciplinar quanto do apoio da família, amigos e colegas de trabalho.

 

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