A Chikungunia é uma doença infecciosa viral transmitida por mosquitos do gênero Aedes.

Causada por um  alfavirus, a  CHIKV foi originada na África, onde ocorre em ciclos ao longo  das décadas desde 1952 e que atualmente também ocorre em países do sudeste da Ásia  e India.  Em 2013, foram registrados inúmeros casos na Itália e França e, finalmente chegou ao Caribe e ao Brasil em 2014.

A infecção por CHIKV produz uma síndrome febril muito debilitante pois causa dores no corpo em 80% das pessoas. Estas dores podem persistir por meses ou anos.

Como são as dores da Chikungunia?

As dores desta virose são chamadas de musculoesqueléticas e reumáticas

A fase aguda da doença caracteriza-se por febre alta em 96% dos casos, prostação em 91%, poliartralgias (dores nas juntas do corpo) em 96%, dores musculares em 79%.  As pessoas que apresentam doenças reumáticas podem piorar apresentando mãos e pés inchados, fadiga grave em 37% (cansaço muito intenso) principalmente na primeira semana.  Além disto, a doença pode provocar náuseas, dor de cabeça, vômitos, dores oculares, suores intensos e regiões do corpo e sensações desagradáveis na pele chamadas de parestesias.

Infelizmente 5% dos doentes podem ter dores crônicas nas juntas, representando um impacto socioeconômico significativo.

O que fazer?

A presença de febre e dores nas juntas em áreas endêmicas de dengue ou malária pode levar a suspeita de CHIKV.  Uma vez que não há tratamento específico, o tratamento geralmente é de suporte com medicações para aliviar os sintomas.

E a dor crônica?

Pessoas mais sensíveis ou portadoras de outras doenças de origem reumatologica ou neurológica podem apresentar dores que se prolongam por mais de 3 meses, por isto devem se avaliadas por especialistas.  A termografia é um dos exames solicitados para auxiliar na identificação das áreas do corpo doloridas, tais como: articulações, músculos e comprometimento neurológico. O exame registra o que o nosso corpo emite de raios infravermelhos, que são traduzidos por um mapa de temperatura corporal regional, que é analisado pelo especialista. O tratamento efetuado pelo médico clinico seguirá de acordo com os achados na termografia e demais exames complementares (como as provas reumáticas) que se julguem necessários.

Chopra A, Anuradha V, Lagoo-Joshi V, kunujuv, Salvi S, Saluja M (2008). Chikungunya vírus aches and pains: An emerging challenge. Arthritis and Rheumatism, 58:2921-2922

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Sim, com um exame chamado Termometria Cutânea, também conhecido por Termografia Infravermelha. Com este novo método de diagnóstico por imagem é possível avaliar se há atividade inflamatória lesiva em estruturas do corpo como: tendões, músculos, nervos e vasos sanguíneos muito antes das manifestações de dor.

“Filmamos o corpo inteiro com um equipamento de alta sensibilidade que nos permite verificar com precisão onde a estrutura corporal é mais exigida e geralmente a causa da dor, como nos casos de hérnias de disco e lesões do esporte”, explica o Dr. Marcos Brioschi, médico especializado neste exame que é realizado no Hospital 9 de Julho.

As indicações do exame são amplas e beneficiam desde pessoas com dor crônica ocasionada por doenças como Fibromialgia, Cefaléia, Dor Lombar, até aquelas com lesões por esforço repetitivo do trabalho ou por esporte.

Em caso de Pé Diabético, o método permite diagnóstico e acompanhamento das áreas de risco de desenvolvimento de úlceras, complicação relativamente comum nesses pacientes e que pode levar à infecções e amputações. “O diabético perde a sensibilidade dos pés com o progredir da doença, por isso, a termografia preditiva é fundamental para evitar que as úlceras apareçam”,
reforça o Dr. Brioschi.

Como funciona?

Uma câmera especial filma uma sequência de imagens infravermelhas e há uma escala térmica colorida que identifica aonde e quanto há de atividade inflamatória na região, incluindo casos de artrites e tendinites (imagem acima), além de problemas de circulação em qualquer parte do corpo.

É um teste complementar novo não invasivo também para estudo do risco de infarto do miocárdio e da doença vascular cerebral em pacientes com aterosclerose, diabetes ou hipertensão arterial.

O exame é rápido, sem contraste e sem contraindicação alguma, é realizado em aproximadamente 30 minutos entre preparo e filmagem. O paciente não deve estar suado e precisa vestir roupas confortáveis.

A Termometria pode ser utilizada tanto em atletas, quando verifica possíveis lesões ainda assintomáticas, auxiliando na prevenção e na orientação física correta, como em pessoas que já reportem dor crônica persistente, mas que não apresentam alterações que expliquem suas queixas em outros exames de imagem.

Como qualquer outro exame, não deve ser utilizado isoladamente em substituição ao exame clínico ou aos demais meios complementares de diagnóstico.

 

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Desde antes dos anos 60, a Ciência sabe que todo o corpo – até o humano – emitem calor na forma de raios infra-vermelhos. O ápice tecnológico da detecção deste fenômeno aconteceu nos anos 2000, durante a Guerra do Golfo, quando foram criados sensores que transformavam esses raios em imagens de alta resolução. Ou seja, qualquer corpo quente não passava desapercebido pela máquina. Depois que o conceito foi repassado para a Medicina, passou a ser possível fazer triagens em multidões em um aeroporto, por exemplo, para saber quem está com febre. A Ásia adotou o aparelho nos tempos de controle da gripe aviária.

Segundo Marcos Brioschi, médico da Cruz Vermelha do Paraná e do Hospital 9 de Julho, em São Paulo, e especialista em diagnóstico por imagem e Termometria Infravermelha, o equipamento “lê” a temperatura e detecta facilmente quadros febris, inflamatórios e infecciosos ocultos em fase inicial, bem como a redução da temperatura, nos casos de lesão nos nervos e má circulação. “Cerca de 80% das dores crônicas não têm causa anatômica, ou seja, não aparecem em exames estruturais, como tomografia, ressonância e ultrassom. São problemas funcionais. Em sua maioria, os exames resultam em negativo e a pessoa continua com dor, que é incapacitante. Às vezes o paciente é aposentado precocemente sem necessidade, por causa de uma lesão tratável que não foi diagnosticada corretamente, como em LER e Dort”, explica.

As referências de padrões saudáveis ajudam a detectar possíveis doenças, assim como a manutenção do mesmo padrão de cor e forma dos dois lados do corpo – que precisam estar simétricos. Se estão diferentes é preciso investigar a causa da doença. Glândulas mais superficiais como mamas e tireoide também podem ser examinadas. “Se o exame aponta irregularidades, não é possível afirmar que há um tumor, mas é preciso investigar. O fato é que, segundo estudos, a termografia é capaz de detectar alterações 10 anos antes de serem registradas numa mamografia, por exemplo”, diz. Atualmente, o aparelho está presente em diversas capitais, já é coberto pelos planos de saúde e está disponível também na rede pública de saúde.

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Não basta apenas saber se você tem pressão arterial alta, ela já pode estar provocando ações na circulação e no seu corpo. O resultado disso talvez você já saiba: infarto do coração, derrame e insuficiência renal. O mais importante é trabalhar na adaptação do seu corpo, e saber como ele está reagindo. Se não estiver adaptado sempre que houver a hipertensão arterial haverá um resultado ruim. Não adianta tratar o infarto do coração, AVC ou a insuficiência renal tardiamente e tão pouco o que provoca isto, a hipertensão arterial apenas com medicação antihipertensiva. E sim, entender e controlar a adaptação a este fenômeno. A adaptação pode ser do ponto de vista nutricional e metabólico – com redução de peso e da inflamação; pode ser psíquico – com controle das emoções e estresse; e às vezes até endócrino – com controle de doenças específicas e muitos outros meios. A Termografia Médica permite avaliar a resposta adaptativa da circulação por meio de um teste chamado Braquial Test, no qual é comprimida a artéria radial por alguns minutos e observa-se a resposta de reenchimento pelo aquecimento das mãos após descomprimir o esfigmomanômetro do aparelho de medir pressão. Surpreendentemente a resposta normal é quando esta temperatura fica maior do que estava antes da compressão!! Isto mesmo, a temperatura sobe além do basal pois é uma resposta adaptativa a falta de circulação. Este fenômeno normal é provocado pela liberação do Óxido Nítrico, um vasodilatador produzido pelo corpo que é muitas vezes escasso nas pessoas que sofrem de hipertensão arterial e aterosclerose (entupimento das artérias). Quando esta temperatura não atinge nem a temperatura que estava no início do teste, dizemos que a pessoa não tem uma resposta adaptativa e corre risco cardiovascular. Portanto, mensurando esta resposta por meio da Termografia Braquial é possível documentar o risco de infarto do miocárdio, AVC ou insuficiência renal nas pessoas hipertensas, e até mesmo em quem ainda não tem hipertensão arterial.

Marque hoje uma consulta e veja se seu sistema cardiovascular está adaptado. Este é um mal silencioso e que precisa da sua atenção. A melhor maneira de descobrir é fazendo a Termografia Braquial e para saber se é hipertenso deve aferir a pressão com regularidade de, no mínimo, uma vez por ano e claro, fazer visitas regulares ao seu médico. Afinal, quem se cuida vive mais.

 

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Termografia infravermelha para estudo da reatividade endotelial e avaliação do risco cardiovascular.

Dr Marcos Leal Brioschi

Pós-doutor em Medicina FMUSP. Serviço de Termografia Médica Hospital Sírio Libanês e Hospital 9 de Julho (SP). Diretor InfraREDMed. Contato: infrared@infraredmed.org

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Até hoje as pesquisas não tem conseguido demonstrar nenhum benefício em termos de evitar novos ataques cardíacos e nenhum aumento estatisticamente significativo na taxa de sobrevivência com a cirurgia de bypass (ponte) nem da angioplastia com balão, em comparação com o tratamento não cirúrgico para a maioria dos pacientes. Exceto em uma pequena porção de pacientes com doença grave em vários vasos ou com mais de 80 anos. A placa maior, calcificada, que cresce na superfície interna das artérias coronárias (endotélio) não é a causa da maioria dos ataques cardíacos. Ao contrário, cerca de 85% das vezes, o principal culpado é a placa flexível, “vulnerável” (instável) e relativamente pequena que se forma dentro das paredes dos vasos. A placa maior e calcificada é, na verdade, relativamente estável e, em conseqüência de sua cobertura calcificada rígida, sua ruptura é menos comum. A placa flexível, menos estável e mais dinâmica, é muito mais sujeita a ruptura súbita, trombose e infarto agudo do miocárdio. A placa flexível fica oculta nas paredes da artéria e, geralmente não causa obstrução óbvia ou diminuição do fluxo sanguíneo até, é claro, a ruptura aguda quase sempre fatal.

As cirurgias não curam. Na verdade, elas nada fazem para reduzir a placa flexível ou rígida. Os diversos processos inflamatórios subjacentes à formação da placa são tipicamente acelerados por essas cirurgias e suas conseqüências, pois induzem uma forte resposta inflamatória. Talvez o principal benefício desses procedimentos seja o choque que causam no indivíduo, para que ele passe a levar a sério a saúde cardíaca e implemente agressivamente todos os meios de redução de risco. Segundo Dr David D. Waters, da Universidade da Califórnia, a aterosclerose é uma doença sistêmica. Ela ocorre em todas as artérias coronárias. Se você conserta um fragmento, um ano depois haverá outro responsável por um ataque cardíaco; portanto, a terapia sistêmica, com estatinas ou fármacos anticoagulantes, tem o potencial de ajudar muito mais.

Os ataques cardíacos costumam ocorrer sem nenhum alerta e, em geral, em pessoas que parecem “perfeitamente saudáveis”, de acordo com métodos diagnósticos convencionais. A placa vulnerável não tem sintomas e é difícil detectá-la por meio de exames do coração ou quaisquer outros procedimentos. As angiografias por cateterismo são incapazes de detectar a placa vulnerável. No teste de esforço o eletrocardiograma (ECG) é monitorado durante um exercício progressivo na esteira, e pode revelar se há um grau significativo de obstrução em uma ou mais artérias coronárias e a capacidade destas de suprir sangue adequadamente ao coração. Mas não avalia diretamente a questão-chave que é a placa vulnerável, mesmo quando realizado associado com a cintilografia cardíaca. Cerca de 10 a 20% dos testes de esforço dão falso positivos, indicando incorretamente uma anormalidade cardíaca ou arterial, e 20% a 40% geram falsos negativos, sem detectar uma anormalidade. Portanto, o teste de esforço não detecta todos os casos de obstrução arterial, e quaisquer indicações positivas que ele der precisam ser confirmadas por outros testes clínicos.

Entretanto, uma série de estudos tem relatado a importância das células que revestem a parede interna dos vasos sanguíneos (endotélio) no controle vasomotor, atividade inflamatória e desenvolvimento da aterosclerose devida produção de uma substância chamada óxido nítrico. A microcirculação da nossa pele reage conforme estímulos químicos e neurológicos autonômicos, isto é, sem nosso controle. Esta resposta neurovascular automática depende da produção do óxido nítrico pelo endotélio (eNOS) e pelos nervos autonômicos simpáticos (nNOS).

Quando este endotélio fica doente e produz quantidade insuficiente de óxido nítrico, desenvolve-se a doença aterosclerótica, composta pelas placas ou ateromas, e que pode contribuir para eventos cardiovasculares fatais, como infarto e derrames.

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A termografia por imagem infravermelha calcula a reatividade vascular por meio de um teste não-invasivo, operador-independente, filmando em gráficos a mudança de temperatura dos dedos das mãos durante a compressão e descompressão do braço pela insuflação da braçadeira do aparelho de pressão (esfigmomanômetro).

Estudos demonstram nítida correlação da temperatura com a aterosclerose em pacientes ainda assintomáticos, também sua correlação com escore de cálcio e cintilografia de perfusão cardíaca (Medicina Nuclear).

O escore de cálcio trata-se de uma tomografia tridimensional do coração que pode mostrar o cálcio nas paredes das artérias. Presume-se que o cálcio seja placa calcificada porque não há outra razão para sua presença ali. Um computador calcula o valor de cálcio para cada região da placa calcificada, cada artéria coronária e o valor total de cálcio para o coração como um todo. Há uma certa controvérsia entre os médicos quanto à utilidade desse valor de cálcio coronariano na predição do risco de um ataque cardíaco. Valores mais elevados estão, na verdade, relacionados a um risco maior, mas isso pode ser porque um alto valor de cálcio esteja vinculado a níveis mais elevados de placa vulnerável (instável). Acredita-se que é um parâmetro útil, se entendido as diversas funções da placa flexível e da calcificada.

Tarján e colaboradores, em 2005, relataram que nos pacientes com dor torácica, o valor mais inferior da curva de temperatura dos dedos (low fingertip temperature rebound) está fortemente associado com infarto cardíaco (miocárdio).

A reatividade vascular é um componente vital da função vascular, pois permite o sistema circulatório responder aos estímulos fisiológicos (estresse, hipertensão, hipotensão) e farmacológicos (antihipertensivos, cardiotônicos, antiarrítmicos) que requerem ajustes do fluxo do sangue e do tônus e diâmetro dos vasos. A reatividade vascular ocorre tanto em grandes quanto microvasos, isto é, desde a artéria aorta até a microcirculação da pele. A reatividade microvascular causa um fenômeno conhecido na Medicina como hiperemia reativa, e ocorre tanto na micro quanto na grande circulação. Tanto a reatividade macro e microvascular é governada por múltiplos mecanismos fisiológicos (dependente e independente do endotélio) e mediado por inúmeros agentes bioquímicos, tais como óxido nítrico (NO), fator hiperpolarizante derivado do endotélio (EDHF), prostaglandinas, adenosina, bradicinina, histamina e por outras substâncias vasoativas. Acredita-se que a reatividade macrovascular esteja mediada predominantemente por óxido nítrico derivado do endotélio, mas a reatividade microvascular também é mediada pelo óxido nítrico.

Estudos prévios demonstraram nítida relação entre a disfunção da reatividade micro e macrovascular e a doença cardiovascular aterosclerótica. Similarmente, diversos estudos comprovaram fortes relações entre os fatores de risco cardiovascular e a disfunção vascular (dependente e independente do endotélio). Assim sendo, a disfunção vascular pode ser vista como um “fator de risco” individual importante para o desenvolvimento da aterosclerose, especialmente quando somada aos efeitos cumulativos dos vários fatores protetores e de risco.

Segundo Jzerman e colaboradores (2003) indivíduos com alto risco de doença cardiovascular apresentam disfunção microvascular cutânea. Além da avaliação de risco para predição de conseqüências patológicas, outro aspecto importante de usar a função vascular é na avaliação da resposta às terapias. Estudos recentes mostraram que a reatividade vascular da pele melhora significativamente após terapia com estatinas (p.ex. Lipitor). A disfunção neurovascular medida pela termografia infravermelha é associada com a extensão do dano observado na cintilografia miocárdica de perfusão (MPI) e se correlaciona fortemente com a pontuação de risco de Framingham e índice de cálcio independentemente da idade, sexo, fatores de risco cardíacos tradicionais. Além disso, é superior à pontuação de risco de Framingham para predição de escore de cálcio alto.

Outra observação importante, é que antes de iniciar qualquer programa de exercício físico regular, consulte o profissional de saúde, que pode aconselhá-lo quanto a quaisquer considerações especiais em relação à sua saúde e condição física. Isso é essencial se você tiver indicações de doença coronariana ou outra doença grave, se estiver na meia-idade ou for mais velho e se não praticou atividade física antes. Tabagismo, obesidade, diabetes, pressão arterial elevada, estresse, apnéia do sono, sedentarismo, herança genética, colesterol, proteína C reativa, fibrinogênio, lipoproteína A e homocisteína elevadas, HDL (bom colesterol) baixo são importantes fatores de risco para doença coronariana. Depois disso tudo, a boa notícia é que a placa flexível e vulnerável é muito mais fácil de reverter do que a placa rígida calcificada por meio de medidas não cirúrgicas e nutricionais, para tanto é necessário identificar este risco.

Referências

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