A Cidade Maravilhosa sediou neste final de semana o primeiro evento de Termografia Médica do Rio de Janeiro com a presença dos professores mais ativos de Termografia do Brasil. O evento brindou os participantes com a oportunidade de assistirem as mais recentes novidades do método em diferentes frentes, e tudo a um preço muito acessível. Para promover a interação de diversas áreas da saúde e troca de conhecimentos o evento organizado pelo Instituto Brasileiro de Termologia Médica (IBTM) com apoio da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED) e da Associação Brasileira de Termologia (ABRATERM) permitiu inscrições por apenas 157 reais. Além de oficializar o Comitê de Termografia da SBED, este acontecimento trouxe os professores do IBTM que tem se destacado na Termografia brasileira.

O Prof Marcos Brioschi, presidente da ABRATERM e coordenador da especialização em Termologia e Termografia Médica da FMUSP, abriu o evento com o tema “Termografia em Dor”, apresentando o que é o Termologista e os fundamentos da imagem infravermelha. Desmistificou alguns mitos que ainda são propagados a respeito, como de que não e trata de “scan”, e apresentou o mais novo conceito da termografia médica. Salientou que terapias eficazes dependem de diagnósticos precisos e para isto a exploração termográfica deve trazer esclarecimento e confirmação diagnóstica, e não retardar, desviar ou desvirtuar. Este conhecimento só vem com formação adequada e experiência profissional, como em toda a área da medicina.

A Profª Bárbara Krohling Balestrero, formada em Termografia do Movimento pelo IBTM, mostrou sua experiência nos casos de atletas de MMA e natação, e o caminho para os que querem seguir na área de “Termografia do Movimento para Monitoramento de Tratamentos”.

O ortopedista Dr. João Paulo B. Leite mostrou como a termografia vem sendo utilizada em apoio à avaliação clínica e, juntamente com a ultrassonografia, na “Abordagem em Dor”. Ele apresentou sua experiência com a utilização combinada destes métodos na indicação e acompanhamento dos pacientes submetidos as mais modernas terapias regenerativas articulares e periarticulares.

Dois temas do encontro destacaram a termografia como meio objetivo para psicofisiologia. O psiquiatra Dr. Paulo Roberto Rosado apresentou estudo inédito sobre “Termografia na Avaliação da Depressão” por meio da monitorização da temperatura facial e ocular na sua prática clínica. Seus resultados mostram pela primeira vez uma relação térmica com estado emocional de pacientes em tratamento psiquiátrico no Brasil.

Corroborando nesta mesma linha, o Prof Marcio Alves Marçal apresentou também desfechos inéditos de seu estudo de “Estresse e Dor” analisando a temperatura facial e ocular e estado de ansiedade em alunos em dias de provas.

Instaurando o Comitê de Termografia, o Dr Paulo Renato Fonseca, diretor científico da SBED, anestesiologista e especialista em dor, manifestou a importância da sociedade de dor no apoio incondicional aos que estudam a dor e trabalham de forma séria e interdisciplinar. Salientou a importância dos estudos científicos nesta área e a participação dos profissionais de saúde em eventos científicos, como o que haverá este ano em Natal – 13º Congresso Brasileiro de Dor, que contará com o Pré-Congresso de Termografia no dia 12 de setembro 2017. Abrilhantou com o tema “Procedimento Minimamente Invasivo na Lombalgia”, mostrando uma série de exemplos com apoio diagnóstico da termografia no correto direcionamento destes procedimentos que se constituem no que há de mais moderno.

A representante do Comitê de Termografia do Rio de Janeiro, dermatologista Drª Claudia Maria de Sá Guimarães, apresentou o tema “Onicomicose Crônica e Termografia” no qual teve um desfecho muito interessante trazendo novos insights na avaliação dos membros inferiores, e mostrou um caminho inédito ainda pouco explorado pela dermatologia.

O ponto clímax do evento foi a palestra do ilustre Prof. Francisco MR Moraes Silva, fundador e patrono da Academia Nacional de Medicina Legal, que salientou os aspectos éticos e profissionais para realização da termografia, abordagem ética do médico durante a interconsulta e a importância do exame acompanhado por pessoa do mesmo sexo.

O professor é autor do termo “Termografia Preditiva Sistêmica de Corpo Total” hoje a base dos exames de termografia e especialmente os que têm fins de documentação pericial. Para quem quiser saber mais pode adquirir o livro onde o professor é um dos autores aqui!

Restou provado no evento a importância do treinamento adequado em termografia a fim de produzir uma informação segura para o paciente e que não prejudique seu tratamento. Quem quer atuar com termografia não pode ter somente um treinamento superficial, tem que procurar se certificar para aprofundar cada vez mais neste tema fascinante, porém complexo da Termologia.

Para os que querem participar do Comitê de Termografia do Rio de Janeiro podem entrar em contato com o IBTM ou em contato com membros da diretoria local:

Diretores do Comitê de Termografia do Rio de Janeiro-ABRATERM

  • Drª Claudia Maria de Sá Guimarães
  • Dr. Paulo Roberto Rosado
  • Drª Roberta Monjellos

Aos que quiserem fazer parte do Comitê de Termografia da SBED devem ser associados à SBED e solicitar sua inclusão pelo email para agnes.fornazieiro@dor.org.br (informar nome, telefone e endereço completo).

AVISO IMPORTANTE:
O conteúdo deste site é de caráter educativo e não deve ser considerado consulta médica, provável diagnóstico ou tratamento recomendado. Todas as imagens com pacientes e terceiros têm sua autorização escrita.
Site educativo do Dr. Marcos Brioschi, médico. Medicina diagnóstica, termografia médica para diagnóstico da dor, prevenção de lesões esportiva e no trabalho, atividade metabólica, risco cardiovascular, avaliação da mama

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Sim, com um exame chamado Termometria Cutânea, também conhecido por Termografia Infravermelha. Com este novo método de diagnóstico por imagem é possível avaliar se há atividade inflamatória lesiva em estruturas do corpo como: tendões, músculos, nervos e vasos sanguíneos muito antes das manifestações de dor.

“Filmamos o corpo inteiro com um equipamento de alta sensibilidade que nos permite verificar com precisão onde a estrutura corporal é mais exigida e geralmente a causa da dor, como nos casos de hérnias de disco e lesões do esporte”, explica o Dr. Marcos Brioschi, médico especializado neste exame que é realizado no Hospital 9 de Julho.

As indicações do exame são amplas e beneficiam desde pessoas com dor crônica ocasionada por doenças como Fibromialgia, Cefaléia, Dor Lombar, até aquelas com lesões por esforço repetitivo do trabalho ou por esporte.

Em caso de Pé Diabético, o método permite diagnóstico e acompanhamento das áreas de risco de desenvolvimento de úlceras, complicação relativamente comum nesses pacientes e que pode levar à infecções e amputações. “O diabético perde a sensibilidade dos pés com o progredir da doença, por isso, a termografia preditiva é fundamental para evitar que as úlceras apareçam”,
reforça o Dr. Brioschi.

Como funciona?

Uma câmera especial filma uma sequência de imagens infravermelhas e há uma escala térmica colorida que identifica aonde e quanto há de atividade inflamatória na região, incluindo casos de artrites e tendinites (imagem acima), além de problemas de circulação em qualquer parte do corpo.

É um teste complementar novo não invasivo também para estudo do risco de infarto do miocárdio e da doença vascular cerebral em pacientes com aterosclerose, diabetes ou hipertensão arterial.

O exame é rápido, sem contraste e sem contraindicação alguma, é realizado em aproximadamente 30 minutos entre preparo e filmagem. O paciente não deve estar suado e precisa vestir roupas confortáveis.

A Termometria pode ser utilizada tanto em atletas, quando verifica possíveis lesões ainda assintomáticas, auxiliando na prevenção e na orientação física correta, como em pessoas que já reportem dor crônica persistente, mas que não apresentam alterações que expliquem suas queixas em outros exames de imagem.

Como qualquer outro exame, não deve ser utilizado isoladamente em substituição ao exame clínico ou aos demais meios complementares de diagnóstico.

 

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Desde antes dos anos 60, a Ciência sabe que todo o corpo – até o humano – emitem calor na forma de raios infra-vermelhos. O ápice tecnológico da detecção deste fenômeno aconteceu nos anos 2000, durante a Guerra do Golfo, quando foram criados sensores que transformavam esses raios em imagens de alta resolução. Ou seja, qualquer corpo quente não passava desapercebido pela máquina. Depois que o conceito foi repassado para a Medicina, passou a ser possível fazer triagens em multidões em um aeroporto, por exemplo, para saber quem está com febre. A Ásia adotou o aparelho nos tempos de controle da gripe aviária.

Segundo Marcos Brioschi, médico da Cruz Vermelha do Paraná e do Hospital 9 de Julho, em São Paulo, e especialista em diagnóstico por imagem e Termometria Infravermelha, o equipamento “lê” a temperatura e detecta facilmente quadros febris, inflamatórios e infecciosos ocultos em fase inicial, bem como a redução da temperatura, nos casos de lesão nos nervos e má circulação. “Cerca de 80% das dores crônicas não têm causa anatômica, ou seja, não aparecem em exames estruturais, como tomografia, ressonância e ultrassom. São problemas funcionais. Em sua maioria, os exames resultam em negativo e a pessoa continua com dor, que é incapacitante. Às vezes o paciente é aposentado precocemente sem necessidade, por causa de uma lesão tratável que não foi diagnosticada corretamente, como em LER e Dort”, explica.

As referências de padrões saudáveis ajudam a detectar possíveis doenças, assim como a manutenção do mesmo padrão de cor e forma dos dois lados do corpo – que precisam estar simétricos. Se estão diferentes é preciso investigar a causa da doença. Glândulas mais superficiais como mamas e tireoide também podem ser examinadas. “Se o exame aponta irregularidades, não é possível afirmar que há um tumor, mas é preciso investigar. O fato é que, segundo estudos, a termografia é capaz de detectar alterações 10 anos antes de serem registradas numa mamografia, por exemplo”, diz. Atualmente, o aparelho está presente em diversas capitais, já é coberto pelos planos de saúde e está disponível também na rede pública de saúde.

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Nenhum exame esgota todas as possibilidades médicas diagnósticas, se assim fosse bastaria um único exame.

Todo exame médico tem uma margem de probabilidade diagnóstica na dependência individual e da fase evolutiva da doença do paciente. Ademais estão vinculados à interpretação do médico para que se possa tomar um tratamento inicial e ver sua resposta.

A Medicina é complicada e as doenças e corpo diferem.

Qual o grau de confiança que sentimos ao observar um pedaço de papel?

Exames modernos nos quais depositamos nossa confiança também não são perfeitos.

Consideremos a radiografia. Um dos achados mais básicos que procuramos numa radiografia de tórax é o tamanho do coração – está normal ou aumentado?

Trata-se de uma pergunta bem direta, e uma radiografia de tórax deveria ser capaz de responder a ela com bastante precisão. Isso posto, se a mesma radiografia for analisada por mais de um radiologista, o grau de concordância deles segundo a estatística é de 48%. Esse cálculo leva em consideração o fato de que, às vezes duas pessoas irão obter resultados semelhantes por puro acaso e outras vezes graus de concordância reais.

Em outras palavras, depois de levarmos em consideração as concordâncias atribuíveis ao acaso, existe uma boa chance de que dois radiologistas discordem ao menos algumas vezes.

A mesma discordância ocorre em outras áreas da radiologia – os problemas com a mamografia são os mais bem-descritos. Calculou-se que a estatística de concordância desse exame é de 47 (chamado valor kappa). Ao analisar mamografias, os especialistas nesse exame concordam uns com os outros cerca de 78% das vezes. E para indicar biópsia não há concordância em 14% das vezes.

A Termografia Médica é um exame que tem ganhado cada vez mais espaço junto com a avaliação clínica e ultrassonografia para auxiliar na decisão clínica nestes casos. Enquanto a mamografia avalia a densidade, a Termografia Médica analisa a atividade metabólica e aumento de novos vasos sanguíneos no tecido mamário. A repetição de uma exploração de mamas com Termografia Médica pode mostrar a evolução de uma condição não benigna ainda indeterminada ou duvidosa na mamografia. Por se tratar de um exame inócuo, sem contraste, sem radiação, sem dor ou contato, pode auxiliar a descartar ou confirmar situações encontradas em outros exames e na avaliação física.

Isto é, apoiar um exame clínico racional e ajudar ao médico fazer a escolha certa. Pois, nenhum exame é 100%. Mesmo com biópsia não há 100% de certeza diagnóstica.

  • Se um exame sugerir a presença de um diagnóstico específico, ele se concretizará? Nem sempre. Estudos têm mostrado que pacientes mesmo com diagnóstico de câncer de próstata, tireóide e até mesmo de mama não chegam a morrer desta doença e sim de outras. Segundo Dr Welch ainda faltam métodos diagnósticos que possam avaliar melhor a agressividade destes tumores detectados muito precocemente antes de tomar medidas terapêuticas agressivas como cirurgia, radio ou quimioterapia em situações que talvez o paciente nunca viesse a morrer por causa daquele tumor, e sim por outros problemas de saúde como doença cardiovascular, trauma, pulmonar ou até mesmo outro câncer.
  • Se o exame sugerir que o paciente não tem a doença, podemos descartá-la? Não podemos. O fato de um exame resultar negativo não significa que a doença não existe. E sim de que a mesma pode não ser detectável por aquele método.

A conclusão prematura é a causa mais comum de falta médica diagnóstica, pois a partir do momento que se define uma única possibilidade inicial o raciocínio clínico cessa. Importante sempre revisar todas as informações, possibilidades e detalhes.

Há mais de 30 anos que vem se estudando a tecnologia do infravermelho. A Termografia Médica sempre foi subestimada com o avanço dos estudos de mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética, mas hoje tem seu espaço por se tratar do único exame funcional da mama. Isto é, enquanto os outros analisam alterações anatômicas já estabelecidas a Termografia Médica infravermelha ultra-sensível estuda as alterações metabólicas e vasculares que surgem muito antes do tumor se instalar. Estudos têm se concentrado na angiogênese e no comportamento metabólico destes tumores e a Termografia Médica é o meio já utilizado na investigação de novas drogas antineoplásicas e quimiopreventivas.

A Termografia Médica é solicitada para dar apoio ao esclarecimento e confirmação diagnóstica:

  • Gerir e acompanhar paciente corretamente
  • Planejamento
  • Evolução
  • Avaliação geral
  • Intervenções

 

Referências

  • Elmore JG(1), Wells CK, Lee CH, Howard DH, Feinstein et al. Variability in radiologists’ interpretations of mammograms. N Engl J Med. 1994 Dec 1;331(22):1493-9.

 

  •    Welch HG, Prorok PC, O’Malley AJ, Kramer BS. Breast-Cancer Tumor Size, Overdiagnosis, and
    Mammography Screening Effectiveness. N Engl J Med. 2016 Oct 13;375(15):1438-1447.

 

  •    Gautherie M, Haehnel P, Walter JP, Keith LG. Thermovascular changes associated with in situ and minimal breast cancers. Results of an ongoing prospective study after four years. J Reprod Med. Nov 1987;32(11):833-842.

 

  •    Gautherie,M.,Thermo biological assessment of benign and malignant breast diseases. Am. J. Obstet. Gynecol., 147, 861, 1983.

 

 

  • Getson P, Schwartz RG, Brioschi MD, Pittman J, Rind B, Crawford J, Usuki H, Amalu W, Head J. Guidelines for Breast Thermography. Pan American Journal of Medical Thermology, v. 2, p.26-34, 2015.

 

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  • Hobbins, W.: Abnormal Thermogram — Significance in Breast Cancer. RIR Interamer. J. of Rad., 12:337-343, 1987.

 

  • Hobbins, W., Significance of an “isolated” abnormal thermogram. La Nouvelle Presse Medicale, 10,3155, 1981.

 

 

  •   K.C.C. Morais, J.V.C. Vargas, G.G. Reisemberger, F.N.P. Freitas, S.H. Oliari, M.L. Brioschi, M.H. Louveira, C. Spautz, F.G. Dias, P. Gasperin Jr., V.M. Budel, R.A.G. Cordeiro, A.P.P. Schittini, C.D. Neto. An infrared image based methodology for breast lesions screening Infrared Physics & Technology, Volume 76, May 2016, Pages 710-721

 

  •   Keyserlingk J et al., Infrared Imaging of the Breast: Initial Reappraisal Using High-Resolution Digital Technology in 100 Successive Cases of Stage I and II Breast Cancer. The Breast Journal Vol 4, July/Aug 1998.

 

  •   Keyserlingk JR, Ahlgren PD, Yu E, Belliveau N, Yassa M. Functional infrared imaging of the breast. IEEE
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  •   Pinotti JA, Collier AM. Subclinical detection of neoplastic lesions of the breast by plate thermography. Experience with 3000 cases examined. AMB Rev Assoc Med Bras. 1981 Oct;27(10):294-6.

 

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  •   Wang J, Chang KJ, Chen CY, Chien KL, Tsai YS, Wu YM, Teng YC, Shih TT. Evaluation of the diagnostic performance of infrared imaging of the breast: a preliminary study. Biomed Eng Online. 2010 Jan 7;9:3. doi: 10.1186/1475-925X-9-3.

 

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Conceitos Antigos da Produção de Calor

Já nos tempos mais remotos da história, os antigos filósofos e médicos gregos (PLATÃO, ARISTÓTELES, HIPÓCRATES e GALENO) reconheceram e se fascinaram com a relação entre o calor e a vida. A origem do calor humano não era questionada. Por outro lado, os antigos especulavam os meios pelos quais o calor se dissipava do corpo. A respiração era vista como um mecanismo óbvio de resfriamento, pois podia se sentir a temperatura mais quente do ar exalado (LOMAX, 1979).

HIPÓCRATES notou variações de temperatura em diferentes partes do corpo humano. Ele considerou o aumento do calor inato do corpo humano como o principal sinal diagnóstico de doença: …. quando uma parte do corpo é mais quente ou mais fria do que o restante, então a doença esta presente nesta parte (ADAMS, 1939). HIPÓCRATES sentia o calor radiante com o dorso da sua mão e então confirmava esfregando a área com lama e observava onde ela secava e endurecia primeiro. Assim nasceu a termografia.

Os antigos conceitos de calor corporal foram retomados pela descoberta e desenvolvimento do primeiro termômetro de ar, em 1592, pelo astrônomo GALILEU. Este instrumento rudimentar dava somente indicações grosseiras das mudanças de temperatura, não havia escalas de medidas e era influenciado pela pressão atmosférica. Mais tarde, SANCTORIUS, modificou o termômetro, dividiu o seu próprio e descreveu-o em grandes detalhes (GERSHON-COHEN, 1964).

BOULLIAN, em 1659, modificou o termômetro de SANCTORIUS introduzindo mercúrio dentro de um tubo de vidro. Mais tarde, FAHRENHEIT, CELSIUS e JOULE contribuíram com o desenvolvimento das escalas termométricas.

A escala termométrica de ANDERS CELSIUS, conhecida como escala centígrado, ganhou aceitação na França e Alemanha, enquanto que a escala de FAHRENHEIT permaneceu popular na Inglaterra e nos Estados Unidos. O termômetro não era utilizado rotineiramente para confirmar ou documentar a temperatura interna do corpo humano e caiu em esquecimento por cerca de 200 anos.

Embora, a febre fosse muito discutida, durante o século XVIII, os médicos não mensuravam rotineiramente a temperatura de seus pacientes, apesar da temperatura média normal já ter sido estabelecida na época por BEQUEREL e BRECHET em 37o C (GERHSON-COHEN, 1964).

O primeiro a estabelecer e publicar as observações da temperatura corporal e suas variações na febre foi ANTON DE HADEN em 1754. Mais tarde, JAMES CURRIE, também registrou mudanças de temperatura em doenças febris. WÜNDERLICH no início do século XIX ampliou as idéias de CURRIE. Durante seus estudos de temperatura, WÜNDERLICH observou mais de 25.000 pacientes. Uma vez confirmado por outros médicos, o termômetro se tornou no final de 1.800 uma mensuração oral padrão da temperatura corporal (HAGGARD, 1934).

CLAUDE BERNARD considerou o sistema nervoso como o regulador de todas as funções relacionadas com a manutenção da homeostase interna. No caso do calor corporal, ele acreditava que o controle era exercido pelos nervos, que não apenas causavam vasoconstrição ou vasodilatação, mas também eram responsáveis pela diminuição ou aumento local do metabolismo
(LOMAX, 1979).

No mesmo período experimentos dos efeitos da secção de medula espinhal, realizados em diversos níveis, eram conduzidos por BRODIE, CHOSSAT e BROCA (LOMAX, 1979). Estes experimentos atraíram a atenção para o papel da inervação simpática na regulação térmica. A demonstração de BROCA que uma lesão do lobo frontal do cérebro produzia hipotermia estimulou a procura de centros cerebrais que controlavam as funções fisiológicas, incluindo a regulação térmica. No início dos anos 30, consideráveis evidências anatômicas e fisiológicas apontaram para o hipotálamo como o centro do controle da temperatura
corporal.

Hoje sabemos que apenas determinadas áreas no hipotálamo são realmente relacionadas com a regulação de temperatura. Geralmente o controle da perda de calor é centrado no hipotálamo anterior, ou pré-óptico, e o controle dos mecanismos de conservação de calor ficam situados no hipotálamo posterior. Estas áreas recebem informações neurais extrahipotal
âmicas e de termorreceptores periféricos localizados por todo o corpo.

A termometria médica não ficou limitada a medidas da temperatura interna. Reconhecendo as variações de temperatura em diferentes partes do corpo e acreditando que aquelas variações eram refletidas na superfície cutânea, SPURGIN, em 1857, construiu um .termoscópio. (DYE, 1939). Comparando a temperatura superficial, ele foi capaz de diagnosticar tumores de mama, discernindo que o calor do tumor era vários graus maiores que do tecido periférico. Satisfeito com os resultados obtidos com o instrumento, ele recomendou que o .termoscópio. fosse usado no diagnóstico e tratamento de tumores e doenças articulares. O uso da temperatura cutânea para o diagnóstico foi também preconizado por SEQUIN que publicou um texto sobre o uso da temperatura superficial, mas o conceito não ganhou aceitação e não pode ser continuado até um século mais tarde (HALLER, 1985).

Termologia Quiroprática


Em um esforço em utilizar o diferencial de temperatura como ferramenta de diagnóstico, D.D. PALMER utilizou a superfície sensitiva do dorso da mão para localizar áreas hipertérmicas (hot boxes) ao longo da coluna espinhal. Pensava-se que estas áreas de relativo aumento de temperatura ao redor dos tecidos poderiam identificar nervos inflamados devida à compressão ou
subluxação (DYE, 1939).

Esta técnica embora subjetiva e de valor duvidoso, devido a grande variabilidade sensitiva do avaliador, tem sido ensinada a estudantes de quiropraxia desde o nascimento da profissão.

No início dos anos 20, DOSS EVINS, engenheiro elétrico, estudante de B.J. PALMER, desenvolveu um dispositivo sensível a calor no qual poderia localizar semiquantitativamente áreas para-espinhais de aumento de calor (DYE, 1939). O primeiro neurocalorímetro (NCM), patenteado em 1925, consistiu de dois probes contendo tiras bimetálicas conectadas a uma régua. O NCM foi utilizado para comparar dois pontos em cada lado da coluna espinhal. Se os dois pontos contralaterais eram da mesma temperatura, a agulha da régua permanecia centrada, mas se um probe passasse sobre uma área hipertérmica (hot box) a agulha desviava.

Apesar de B.J. PALMER estar completamente convencido da eficácia e importância desta nova ferramenta analítica, outros não estavam tão entusiasmados e repudiaram seu uso na avaliação quiroprática. Sua inquietação não se originava apenas dos princípios físicos da ferramenta por si só, mas da grande variedade de implicações fisiológicas e diagnósticas, como a compreensão da regulação térmica do corpo, derivada de sua aplicação. Alguns entusiastas sustentavam que o neurocalorímetro poderia identificar a existência, localização e extensão de uma subluxação vertebral. Muito dos rancores interprofissionais existente hoje entre os quiropráticos se deve diretamente a introdução e defesa dos NCM por B.J. PALMER e seus discípulos (DYE, 1939).

Apesar dos NCM serem incômodos e inacurados, devida a tecnologia inadequada, a idéia de quantificar temperaturas cutâneas anormais ou assimétricas permaneceu atraente. Assim, devido a esta necessidade de valorização de uma profissão que estava crescendo em busca de documentação técnica e científica de suas idéias, muitas companhias começaram a manufaturar e comercializar equipamentos de mensuração de temperatura e fluxo sangüíneo cutâneo. Produzidos em direta competição com os NCM, muitos equipamentos foram baseados em desenhos e conceitos de engenharia semelhantes, enquanto outros apelavam unicamente para princípios físicos e fisiológicos.

O mais simples sensor de diferença de temperatura era composto por dois termopares e uma régua em um simples probe manual. Dois destes equipamentos, o Nervoscope e o Thermeter, são exemplos. O registro permanente da deflexão da agulha era ativado acoplando o instrumento em uma tira de cartão de mensuração. Assim, a deflexão da agulha indicava as áreas
quentes (hot boxes). Uma companhia desenvolveu um aparelho motorizado para movimentar os termopares em velocidade constante pela coluna, fornecendo uma correlação melhor entre a temperatura registrada e o segmento anatômico. Outra companhia desenvolveu o ChiroProbe, o qual separava os dois probes de termopares, permitindo assim a obtenção do diferencial térmico em regiões distais da coluna espinhal. Muito destes instrumentos são ainda hoje disponíveis.

Outras tentativas para a perfeita mensuração da temperatura da superfície corporal resultaram no DermaThermograph (KIMMEL, 1969), no Synchrontherme (HALDEMAN, 1970) e mais recentemente o Visitherm (STILLWAGON e STILLWAGON, 1984) e o TyTRON (TITONE, 1988). Estes instrumentos detectam a temperatura da superfície cutânea, mas registram somente pontos isolados ou linhas de temperatura. Apesar da informação ser acurada é muito limitada para fornecer um perfil térmico completo, necessário para um diagnóstico termográfico adequado.

Concorrendo com este desenvolvimento na temperatura superficial paraespinhal nasceu o Visual Nerve Tracer(VNT), projetado por ADELMAN para realizar a mesma análise espinhal baseado em diferentes princípios fisiológicos (NOVICK, 1969). A base do VNT era que a hiper ou hipotermia era resultado do aumento ou diminuição do fluxo sangüíneo cutâneo na região. O VNT era um medidor de reflexão fotoelétrica; seus dois probes paraespinhais emitiam luz visível, filtrava para a passagem de apenas ondas de cerca de 556 nm de comprimento. Este comprimento de onda é fortemente absorvido pela hemoglobina presente nas hemácias (vermelho). A luz refletida é, então detectada por uma célula foto-elétrica de cada probe, e os probes contralaterais são comparados eletronicamente para produzirem uma linha num gráfico mostrando deflexões em áreas com fluxo sangüíneo cutâneo alterado. A vantagem do VNTsem contato foi de que não encostava ou irritava a pele,
assim não produzia resultados com artefatos. Seu projeto foi teoricamente baseado na detecção de mudanças de fluxo sangüíneo em vez de sinais térmicos. Contudo, problemas técnicos de uso e calibração evitaram que o VNT fosse aceito pelos clínicos. ADELMAN foi também um dos primeiros pesquisadores a utilizar imagem infravermelha para diagnóstico. Ele utilizou um filme de infravermelho próximo para fotografar o que ele denominou de hipertermia devido subluxações.

Censuras à cerca do uso de detectores térmicos e o modo como os quiropráticos interpretavam os achados fez com que muitos críticos rotulassem estes instrumentos como “uma ameaça para a saúde dos pacientes” (KIMMEL, 1969). Já muitos defensores acreditaram que os detectores térmicos eram um atalho ao diagnóstico e depositaram muita credibilidade neles. A incerteza e falta de documentação científica impediram sua difusão e aceitação na quiropraxia. Mesmo assim, seu uso é ainda defendido e estudos de casos usando estes simples traçadores de temperatura continuam a aparecer na literatura.

O uso generalizado de medidores de temperatura superficial caiu em desuso com o advento da termografia médica moderna no início dos anos 60. Referências quanto ao uso da termografia por quiropráticos não aparecem na literatura até início dos anos 70 (DUNDLEY, 1973; 1974a,b; 1977). JENNESS (1975) reconheceu a importância da termografia na quiropraxia como adjunto na determinação de desconexões estruturais e processos neuropáticos. Fora estas exceções à descrição na literatura de mapeamento térmico por quiropráticos foi obscurecida pela pesquisa médica ao passar do último século.

Imagem Térmica

O estudo da radiação infravermelha (IR) começou primeiramente com os experimentos ópticos de DELLA PORTA no final do século XVI (PUTLEY, 1982). Dois séculos mais tarde Sir WILLIAM HERSCHEL, usando um espectroscópio, descobriu que o sol emitia raios infravermelhos. Esta descoberta e sua relação com a luz não se tornaram claras até a metade do século XIX, quando o filho de HERSCHEL, Sir JOHN HERSCHEL, um pioneiro no campo da fotografia, produziu em papel, a primeira
termografia, thermograph (PUTLEY, 1982).

Na mesma época, LANGLEY desenvolveu o bolômetro, um aparelho capaz de detectar o calor radiante de objetos vivos a uma distância superior a 400 metros (RASK, 1979). O instrumento e seu potencial uso não foram muito explorados e desenvolvidos, até um século mais tarde, apesar de diferentes abordagens para produzir imagens IR visíveis nos meados de 1800 por BECQUEREL, GOLAY e CZERNY (GERSHON-COHEN, 1967). Cada técnica produziu termogramas com discriminação insuficiente de temperatura para o uso que se destinavam.

Após a Segunda Guerra Mundial, a tecnologia IR avançou, mas era restrita para uso militar. A evapografia de CZERNY (1929) foi improvisada pela adição do desenvolvimento de novos termistores que eram acoplados a um aparelho de detecção de imagem. O resultado foi um novo instrumento que podia detectar, embora rudimentarmente, movimentos de tropas em campos e terrenos e movimentos de navios à noite. Alguns anos mais tarde um médico canadense, Dr. RAY LAWSON (1955), solicitou acesso a este instrumento militar para possível aplicação médica experimental.

Em 1957, LAWSON observou que a presença de câncer de mama era refletida pelo aumento da temperatura cutânea. Suas investigações iniciais foram auxiliadas por R. B. BARNES e o desenvolvimento de termógrafos de BARNES. O equipamento consistia em um bolômetro termistor que detectava o calor emitido e transformado em sinais elétricos. Os sinais iluminavam um tubo de gás que brilhava com uma intensidade proporcional a radiação detectada pelo termistor. A luz era então refletida em um filme fotográfico e produzia um termograma.

Equipamentos mais avançados surgiram, e diminuíram muito o tempo de escaneamento de 10-15 minutos necessários no termógrafo de BARNES. Um dos intrumentos, o Pyroscan, produzia um termograma em aproximadamente 30 segundos ainda considerado muito demorado pelos médicos praticantes (CURCIO e HABERMAN, 1971).

No final dos anos 60 a empresa sueca AGA produziu o AGA Thermovision, cuja habilidade de gerar uma imagem semelhante à TV em um tubo de raios catódios era uma grande descoberta científica tecnológica. Permitiu observações instantâneas e reproduções simultâneas de padrões térmicos e processos termodinâmicos do corpo humano (RYAN, 1969). Esta avançada tecnologia IR e grande eficiência de operação tornaram estado da arte em termografia médica. Muitas outras companhias rapidamente produziram instrumentos de comparável qualidade e a moderna termografia cresceu rapidamente.

Até o final dos anos 70, poucos documentos mostraram que as imagens termográficas tinham uma relação direta tanto com os achados clínicos e o diagnóstico quanto com as patologias mamárias. A falta de treinamento adequado, entendimento do equipamento e de protocolo levou ao uso inapropriado desta tecnologia e erros de interpretação de termogramas. Estes inconvenientes desacreditaram a termografia por parte de muitos profissionais médicos.

Apesar deste pobre prognóstico para uso médico, sofisticados equipamentos eletrônicos IR foram introduzidos no início dos anos 70 por razões industriais. Um importante avanço foi o desenvolvimento de uma modalidade de isoterma colorida. A isoterma delineia a imagem térmica como um padrão de bandas isotérmicas de cores codificadas capazes de distinguir variações no gradiente de temperatura tão pequeno quanto 0,1o C (RYAN, 1969). Este era o maior avanço científico para a termografia como uma modalidade altamente efetiva de varredura usando a temperatura da superfície cutânea. Muitos pesquisadores começaram utilizar a tecnologia para avaliar a temperatura do dorso e da coluna espinhal (RASK, 1979), encontrando em pacientes com lesões espinhais assimetrias térmicas para-espinhais. Suas pesquisas levaram ao ressurgimento do uso da termografia para outras doenças além dos distúrbios da mama. A termografia infravermelha atual registra uma imagem térmica total do dorso ou outras áreas anatômicas em contato físico ou irritação de qualquer tipo. Comparações, para espinhais ou distais, podem ser realizadas não somente entre pontos ou linhas individuais, mas também para regiões inteiras da superfície corporal (DUDLEY, 1973). Simples operações eletrônicas e sofisticados programas computacionais podem isolar e analisar específicas áreas de interesse (region of interest . ROI) para diagnóstico.

Ao mesmo tempo em que detectores IR estavam sendo desenvolvidos no início dos anos 60, outra técnica de diferencial térmico estava sendo explorada, na qual utilizava-se de cristais líquidos de colesterol para produzir um termograma colorido da superfície. Na termografia de cristal líquido (TCL), uma vez que este material é aplicado na superfície, ele muda de cor, refletindo a temperatura (KOOPMAN, 1980). A superfície pode ser então fotografada diretamente, com os padrões de cor indicando temperaturas específicas.

A termografia de cristal líquido não se tornou prática para diagnóstico médico até 1967 com o desenvolvimento técnico da encapsulação (HOBBINS, 1984). Nesta técnica, um detector térmico embutido, que poderia ser colocado diretamente sobre a pele, muda de cor em resposta a qualquer variação de temperatura da superfície cutânea. Como a termografia eletrônica, todo o padrão térmico da região específica é demonstrado e a interpretação não é dependente da comparação de pontos individualmente. A técnica simples e o baixo custo da TCL ganhou uma grande aceitação entre os praticantes que a utilizam na
maioria dos termogramas hoje realizados.

Em 1973 a termografia juntamente com a angiografia foram os principais tópicos do XIII Congresso Internacional de Radiologia (Madri, 15-20 outubro). Em 1974 foi realizado o 1o Congresso Europeu de Termografia em Amsterdã (14-18 junho). Em 1977 a termografia foi incluída no Congresso Internacional de Radiologia realizado em outubro no Rio de Janeiro, Brasil.

O desenvolvimento computacional e eletrônico tem mudado muito a termografia médica moderna. A termografia de contato e de baixa resolução dos anos 80, com seus resultados subjetivos foram substituídos por modernos sistemas computadorizados e sensores de altíssima resolução e sensibilidade térmica do fim dos anos 90. Hoje é possível fazer filmes em tempo real e avaliar funcionalmente o sistema nervoso autônomo, como p.ex., no teste de estresse ao frio. Os equipamentos são cada vez mais compactos e possuem softwares específicos. Isto tem mudando radicalmente o conceito da classe médica a cerca do exame e dado mais respeito e atenção a esta tecnologia que ressurge com trabalhos de grande valor científico.

Referências

LOMAX, E. Historical development of concepts of thermoregulation. In.: Body Temperature . Modern Pharmacology . Toxicology. New York, Marcel Dekker, 1979, vol 6.

ADAMS, F. The genuine works of Hippocrates. Baltimore: Williams&Wilkins, 1939. GERSHON-COHEN, J. A short history of Medical thermography. Ann.

N.Y. Acad. Sci., v.122, p.411. 1964. HAGGARD, H.W. The doctor in history. New Haven, Yale Univ. Press, 1934.

HALLER, J.S. Medical thermography . a short history. West. J. Med., v.142, n.1, p.108-116, 1985. [Medline]

DYE, A.A. The evolution of chiropractic. Richmond Hall Inc., 1939.

HALDEMAN, S. First impressions of the synchro-therme as a skin temperature reading instrument. JCCA abril, p.7-8, 1970.

STILLWAGON, K.L.; STILLWAGON, G. Visi-therm 747. Apresentação em vídeo. Monongahela, PA, 1984.

NOVICK, N.D. The VNT photo-eletric instrument. J. Clin. Chiro., v.2, p.78-83, 1969.

KIMMEL, E.H. Electro analytical instrumentation. ACA J. Chiro., v.6, S, p.33-44, 1969.

DUDLEY, W.N. Thermography and the body. ACA J. Chiro., v.7, S, p.30-32, 1973.

DUDLEY, W.N. Thermography: a clinical study. ACA J. Chiro., v.8, S, p.30-31, 1974a.

DUDLEY, W.N. Facial thermography and adjustment. ACA J. Chiro., ago., p.55-56, 1974b.

DUDLEY, W.N. Extremity thermography and low back pain. ACA. J. Chiro., v.11, S, p.29-30, 1977.

JENNESS, M.E. The role of thermography and postural measurement in structural diagnosis. NINCDS Mono. No. 15 DHEW Pub. No. (NIH) 76-998. Washington, DC, DHEW, 1975.

PUTLEY, E.H. The development of thermal imaging systems. In.: RING, E.F.J.; PHILLIPS, B. Recent advances in medical thermology. New York, Plenum Press, 1982.

RASK, M.R. Thermography and the human spine. Orth. Rev., v.8, p.73-82, 1979.

GERSHON-COHEN, J. Medical thermography. Sci. Am., v.216, n.2, p.94-102, 1967. [Medline]

CURCIO, B.M.; HABERMAN, J. Infrared thermography: a review of current medical application, instrumentation and techniques. Radiol. Technol. v.42, n4, 233-247, 1971. [Medline]

RYAN, J. Thermography. Australas. Radiol., v.13, n.1, p.23-26, 1969. [Medline]

KOOPMAN, D.E. Cholesteric plate thermography: the state of the art. Ann. NY Acad. Sci., v.181, p.475-480, 1980.

OBBINS, W.B. Differential diagnosis of pain using thermography. In.: RING, E.F.J.; PHILLIPS, B. Recent advances in medical
thermology. New York, Plenum Press, 1984.

LAWSON, R.N. Thermography: a new tool in the investigation of breast lesions. Can. Ser. Med. J., v.13, p.517, 1957.

Leitura adicional

LEROY, L.P.; BRUNER, W.M. Effects of electrical stimulation on the thermographic pattern in the human patient with chronic pain syndrome. In.: GAUTHERIE, M.; ALBERT, E. Biomedical thermology. New York, Alan R. Liss Inc., 1982.

CHRISTIANSEN, J. Thermographic physiology. In.: REIN, H. The primer on thermography. Sarasota, FL, H Rein, 1983.

CLARK, R.P. Human skin temperature and its relevance in physiology and clinical assessment. In.: RING, E.F.J.; PHILLIPS, B. Recent advances in medical thermology. New York, Plenum Press, 1982.

Abstracts

Chiropractic. Dagenais S, Haldeman S. Irvine Chiropractic, 17101 Armstrong #101, Irvine, CA 92614, USA. Prim Care 2002 Jun;29(2):419-37

Chiropractic is now more than a century old, and it is licensed throughout the United States and Canada and recognized in more than 60 countries worldwide. Doctors of Chiropractic receive training that is focused on the treatment of NMS conditions through manual and physical procedures, such as manipulation, massage, exercise, and nutrition. Most patients present to
chiropractors with low back pain, neck pain, whiplash, and headaches. Numerous studies and expert panel reviews have supported the use of chiropractic and manipulation for these complaints. Satisfaction with chiropractic care for low back pain typically is good. Chiropractic, in general, offers safe and cost-effective procedures for selected musculoskeletal problems.

 

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O conteúdo deste site é de caráter educativo e não deve ser considerado consulta médica, provável diagnóstico ou tratamento recomendado. Todas as imagens com pacientes e terceiros têm sua autorização escrita.
Site educativo do Dr. Marcos Brioschi, médico. Medicina diagnóstica, termografia médica para diagnóstico da dor, prevenção de lesões esportiva e no trabalho, atividade metabólica, risco cardiovascular, avaliação da mama

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Imagiamento infravermelho (IR) ou diagnóstico por imagem infravermelha é a produção de imagens digitais pela captação de raios infravermelhos emitidos pelo corpo.
É um meio de diagnóstico, sem contato, indolor e sem contraste, que permite avaliar a atividade microcirculatória cutânea pelo mapeamento da distribuição da temperatura superficial da pele.


Dentro das ciências biológicas, o imagiamento infravermelho não é somente a mensuração de calor. Muito mais do que isso, envolve o estudo do comportamento térmico dos seres vivos, denominado de Termologia Clínica.

A Termologia Clínica estuda tanto a relação entre produção de calor e as funções orgânicas, processos ou atividades vitais bem como investiga a natureza térmica das modificações estruturais e/ou funcionais produzidas por doenças no organismo. É uma ciência que engloba também o estudo dos efeitos da energia térmica sobre o corpo humano. Está, portanto relacionada tanto com diagnóstico quanto tratamento de doenças pela energia térmica.

 

Desde o período de Hipócrates, a temperatura corporal tem sido utilizada como indicador de doença. A produção de calor ou termogênese é um processo fundamental para a vida. Ela representa o efeito combinado do metabolismo de nutrientes, fluxo sangüíneo e gasto energético.

 

 

 

Pequenas mudanças termogênicas em tecidos específicos podem refletir doenças, alterações genotípicas ou mudanças da função fisiológica. Estas alterações são capazes de ser regularizadas por medicações e tratamentos não-medicamentosos. A mensuração desta propriedade intrínseca da vida pode fornecer conhecimentos para o diagnóstico e tratamento de diversas doenças em seus estágios mais precoces.

Dentro da subdivisão da Termologia Clínica, mais precisamente no campo diagnóstico, se encontra a Radiologia Infravermelha, estudo por meio de imagens infravermelhas da fisiopatologia térmica humana.

A termografia, também denominada teletermografia, termometria cutânea (por imagem) infravermelha, teletermometria infravermelha, imagem térmica digital, imagiamento infravermelho ou simplesmente exame INFRARED (IR). É o método diagnóstico por imagem que capta e registra a emissão de calor da superfície do corpo humano, um processo dinâmico que pode ser alterado em diversos estados patológicos.

Diferente dos antigos aparelhos de teletermografia de baixa velocidade de escaneamento de imagem e que carecem de nitrogênio líquido para sensibilizar seus criostatos, a imagem infravermelha de alta resolução é um novo conceito em mensuração da termogênese em sistemas biológicos. Utilizando a última tecnologia em sensores infravermelhos, originalmente desenvolvidos para permitir às Forças Aéreas da Coalizão visão noturna, assim como ataques de altíssima precisão com armas inteligentes guiadas pelo calor, em operações especiais dos EUA contra o Iraque, cientistas agora podem visualizar mudanças termogênicas em tempo real, estimar intraoperatoriamente o fluxo coronariano durante operações de revascularização do miocárdio e detectar câncer em fases mais precoces, isto é, salvar vidas.

 

Termometria infravermelha – Medida de um parâmetro do estado térmico do corpo, que é a temperatura. Habitualmente de forma pontual.

Termografia infravermelha (INFRARED) – Registro da temperatura ou da distribuição térmica obtido pela radiação infravermelha emitida pela superfície do corpo, que pode ser entre 0,8 µm a 1 mm. Comumente representada por meio de uma imagem (termograma) da distribuição de temperatura da superfície de um corpo.

Termologista, Termografista, Imaginologista (radiologista) infravermelho – Profissional que pratica a técnica e interpretação da termografia infravermelha. Conceitualmente é mais apropriado conceber de que o termologista é o que estuda e interpreta e o termografista é o técnico que capta as imagens.

TermogramaÉ a representação gráfica da imagem infravermelha obtida. Pode ser monocromática ou multicolorida, contínua ou em degrades. Cada cor representa um intervalo de temperatura, representado ao lado do termograma por uma palete de cor graduada.

Por este motivo, o imagiamento infravermelho pode ser utilizado como parte integrante do exame físico ou, alternativamente, como um método complementar a avaliação clínica, como um estudo radiológico.O imagiamento infravermelho detecta mínimas mudanças da emissão de calor dos tecidos, não só da pele como também de órgãos. Esta emissão térmica é um processo dinâmico que pode estar alterada em uma variedade de enfermidades.

Um número significativo de programas patrocinados por governos iniciou-se na Europa, Japão e EUA e até mesmo no Brasil. Os avanços na evolução tecnológica de sensores infravermelhos, processamento de imagem e algoritmos inteligentes e sua integração permitiram novos métodos de pesquisa e protocolos diagnósticos na imaginologia infravermelha médica, preenchendo a insuficiência da antiga termografia.

Recentemente, há diversos métodos de imagiamento infravermelho. São eles:

  • estático,
  • dinâmico (subtração de imagem),
  • multiespectral e hiperespectral,
  • mapeamento de textura térmica,
  • multimodal,
  • fusão de sensores,
  • imagiamento infravermelho tridimensional etc.

Eles estão sendo utilizados em uma variedade de aplicações: oncologia (mama, pele, tireóide etc.), neurologia (dor, neuropatias), distúrbios vasculares (diabetes, trombose venosa profunda), reumatologia (artrite, fibromialgia, tendinopatias), cirurgia, viabilidade tissular (queimaduras, transplantes, enxertos, etc.), distúrbios dermatológicos, monitoramento da eficácia de medicamentos, medicina esportiva e do trabalho.

Especialistas com muitos anos de experiência no uso desta modalidade têm contribuído com diversos estudos em universidades, pesquisas governamentais e setor clínico. Observa-se nestas publicações científicas a utilização do método, tanto a nível experimental, em laboratórios, quanto já em estudos clínicos em grandes grupos populacionais.

O método infravermelho tem grande potencial de se tornar exame rotineiro na classe médica, uma vez entendido seu papel nas diversas áreas da saúde. Porém, deve ficar bem  claro, como todo procedimento médico diagnóstico, muito mais do que operar equipamentos de alta tecnologia, exigem conhecimento e habilidades para o cumprimento de normas técnicas mínimas para sua correta utilização e diagnóstico, isto é, treinamento adequado em longo prazo.

O imagiamento infravermelho não é apenas tirar fotografias térmicas, mas sim poder interpretá-las de forma adequada, como um exame de imagem radiológico.

O especialista termologista deve ter conhecimento em diversas áreas, dentre elas:

  • Física do infravermelho
  • Familiaridade com os instrumentos de investigação (equipamentos)
  • Conhecimento em anatomia e fisiologia térmica da estrutura que vai ser avaliada

 

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